Com método em xeque no 3×3, CBB tem última chance na Copa do Mundo Sub-23
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Com método em xeque no 3×3, CBB tem última chance na Copa do Mundo Sub-23

Convocação de jogadores de diferentes equipes não deu resultado desde que o esporte se tornou olímpico

Marcius Azevedo

01 de outubro de 2019 | 10h00

A Copa do Mundo Sub-23 de basquete 3×3 é o último torneio para o atual comando da Confederação Brasileira de Basquete comprovar que o método adotado pela entidade é o correto para o Brasil obter resultados positivos em quadra. Outro desempenho ruim será o fim da linha.

Desde que o esporte se tornou olímpico em junho de 2017, o Brasil perdeu todos os jogos na Copa do Mundo adulta. Em 2018 foram derrotas para Filipinas, Rússia, Mongólia e Canadá. Neste ano, para Austrália, Japão, Polônia e Letônia.


A seleção que vai representar o Brasil na Copa do Mundo Sub-23. Foto: CBB

A seleção não disputou o torneio sub-23 em 2018. E também ficou fora do Mundial de 2017, disputado na França poucos dias depois da confirmação da estreia do 3×3 nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

No Pan deste ano, em Lima, o Brasil terminou apenas na quarta colocação, sendo o único país que levou para o torneio atletas que pouco antes haviam participado da Copa do Mundo. A seleção brasileira levou o mesmo quarteto para os dois torneios.

Nesta trajetória de derrotas, a CBB, que tem como principal figura Chico Chagas, gerente de desenvolvimento do 3×3, adotou uma convocação, escolhendo atletas de equipes diferentes e realizando períodos de treinos para tentar entrosar o time.

Não deu certo.

Mais do que isso: o método adotado pela CBB para formar o time brasileiro é diferente, por exemplo, das principais equipes do mundo. Campeã em 2017 e 2018, a Sérvia coloca em quadra o melhor time do país e não os principais jogadores sérvios de clubes diferentes.

Para a Copa do Mundo Sub-23, o técnico Douglas Lorite convocou Fabrício da Silva Veríssimo (Lendas RJ), Leonardo Branquinho (São Paulo DC), Matheus Alexandre Parcial Bispo Leite (Lendas RJ) e William Weihermann (São Paulo DC).

A estreia será nesta quarta-feira, dia 2 de outubro, com dois jogos: Itália, às 09h55 (horário de Brasília), e Quirguistão, às 10h55. Na sexta-feira, o Brasil enfrenta o Catar, às 05h55, e Ucrânia, às 07h55. Apenas os dois primeiros avançam às quartas de final.

O melhor time do Brasil na categoria é o São Paulo DC, único clube com estrutura profissional em um esporte ainda amador no Brasil. A equipe paulistana poderia muito bem representar (e bem) a seleção na Copa do Mundo da China. Não saberemos.

A única certeza é que se o desempenho for ruim novamente será necessária uma correção de rota.

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