Com o número 1 do draft outra vez, Cleveland tem de ser competente
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Com o número 1 do draft outra vez, Cleveland tem de ser competente

Marcius Azevedo

21 de maio de 2014 | 11h38

A sorte sorriu novamente para o Cleveland Cavaliers no sorteio que definiu o posicionamento das equipes no draft de 2014.

A equipe do brasileiro Anderson Varejão tinha apenas 1,7% de chance contra 25% do Milwaukee Bucks e outros 19,90% do Philadelphia 76ers, piores equipes da temporada, mas acabou ficando com a primeira escolha.

Os Cavs conquistaram o posto pela segunda vez consecutiva – em 2013 selecionaram Anthony Bennett – e pela terceira em quatro anos – Kyrie Irving foi o primeiro em 2011.

Outro detalhe: o draft deste ano está sendo apontado pelos especialistas como o melhor desde o de 2003, quando LeBron James, foi escolhido pelo Cleveland, também na primeira posição.

Agora não basta ter sorte…

Claro que, neste caso, é difícil errar novamente na escolha, como ocorreu no último draft. Surpresa na noite da escolha, Anthony Bennett, por enquanto, foi uma aposta furada.

David Griffin (esq.) e Jeff Cohen, do Cleveland, comemoram sorteio do draft (AP)

Há melhores opções desta vez. Tudo irá depender do que o gerente-geral David Griffin deseja para o time. Por enquanto, o Cleveland nem sequer tem um treinador.

As fichas estão sendo colocadas na mesa e muita coisa pode acontecer até o dia 26 de junho, data do draft. Três nomes são cotados para os primeiros lugares e imagino que qualquer um deles será uma boa escolha.

Se decidir optar por mais um jogador de garrafão, o Cleveland pode selecionar Joel Embiid, pivô de Kansas, que está sendo comparado a Tim Duncan e Hakeem Olajuwon, o que não é pouca coisa. Os outros dois são alas: Andrew Wiggins, também de Kansas, e Jabaki Parker, de Duke.

A verdade é que David Griffin tem um abacaxi para descascar. A escolha no draft (ou até uma possível troca, fruto do draft) vai definir o rumo da franquia para os próximos anos. Com uma grande promessa é possível sonhar em manter Kyrie Irving e, quem sabe, ter novamente LeBron James.

A sorte, mais uma vez, esteve ao lado do Cleveland. Agora é hora da franquia ajudar um pouco e ser competente nos próximos atos.

Tudo o que sabemos sobre:

basqueteCleveland CavaliersNBA

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: