É recolher os cacos e seguir o trabalho para o basquete chegar forte em Paris-2024
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É recolher os cacos e seguir o trabalho para o basquete chegar forte em Paris-2024

Com queda do masculino diante da Alemanha, modalidade não será representada nos Jogos de Tóquio

Marcius Azevedo

04 de julho de 2021 | 17h25

A ausência nos Jogos de Tóquio é um duro golpe no basquete brasileiro, que desde 2017 busca se recuperar de uma gestão que colocou o esporte no fundo do poço. O Brasil ficou até impedido de participar de torneios por causa da situação deixada por Carlos Nunes, antecessor de Guy Peixoto na Confederação Brasileira de Basketball. Eram R$ 40 milhões em dívidas.

Classificar para a Olimpíada era fundamental para recolocar o basquete na vitrine, tê-lo em evidência. A queda da equipe masculina diante da Alemanha era o pior cenário possível. Atrair investimento, o que já é difícil, vai se tornar uma tarefa ainda mais árdua. A CBB terá de ter muita criatividade fora de quadra para iniciar o ciclo para Paris-2024.


Marcelinho Huertas é um dos jogadores que não deve ficar até Paris-2024. Foto: Fiba

Dentro dela, vejo o feminino em um momento um pouco mais positivo. A chegada do técnico José Neto ainda na briga por Tóquio alterou o status da seleção. Mais do que os resultados, como o terceiro lugar recentemente na Copa América, o Brasil está trabalhando na renovação, lapidando jovens jogadoras. Além disso, agora com Magic Paula na vice-presidência da CBB, há um trabalho sólido em andamento.

No masculino, Guy Peixoto acena com a continuidade do trabalho de Aleksandar Petrovic. O presidente da CBB é fã do treinador. Não há dúvida de que o croata é excelente profissional. Foram 34 jogos, com apenas sete derrotas, enfrentando os melhores times do mundo.

Os próximos meses vão definir qual caminho será tomado. Petrovic continua? Ou vamos apostar em um treinador brasileiro? É inevitável ter esta discussão. Gustavo de Conti há alguns anos é o melhor técnico no Brasil. Além disso, outros três ótimos treinadores (Cesar Guidetti, Bruno Saviani e Léo Figueiró) estão no projeto com o croata na seleção como auxiliares.

Para completar, em quadra, o Brasil vai perder peças importantes até Paris. Alex Garcia, Anderson Varejão e Marcelinho Huertas são alguns nomes que serão substituídos pela geração que já está sendo preparada por Petrovic. Yago, Didi, Bruno Caboclo vão assumir o protagonismo, respaldados por outros atletas experientes, como Vitor Benite.

Por fim, o basquete 3×3. A modalidade vai estrear em Tóquio sem o Brasil e é necessário ampliar muito o investimento para estar lá em Paris-2024.

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