‘Encaro como o maior desafio na minha carreira’, diz Betinho sobre a Unifacisa
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‘Encaro como o maior desafio na minha carreira’, diz Betinho sobre a Unifacisa

Após ótima temporada pelo Pinheiros, ala afirma que quer liderar o time de Campina Grande

Marcius Azevedo

21 de julho de 2020 | 10h00

A Unifacisa se movimentou no mercado e, apesar da crise financeira que atingiu o basquete por causa da pandemia do coronavírus, se reforçou para entrar forte na próxima edição do NBB. Entre os novos jogadores está Betinho, que se destacou pelo Pinheiros e ficou livre após o clube de São Paulo abrir mão do investimento na modalidade.

Em entrevista exclusiva ao blog, o ala de 32 anos diz encarar o maior desafio da carreira ao topar o convite da equipe de Campina Grande, na Paraíba. Betinho também comenta sobre sua temporada no Pinheiros e da polêmica em relação ao número de estrangeiros no NBB.


Betinho foi o maior reforço da Unifacisa para o NBB. Foto: Arquivo Pessoal

O que te fez aceitar o desafio de atuar pela Unifacisa?
Foram várias conversas, nada decidido na correria, gostei muito do projeto, a segurança do contrato num momento de incertezas. A Unifacisa tem os pés no chão, mas pensa grande. Tive ótimas conversas, alinhamos pensamentos, então por isso aceitei esse desafio.

Qual avaliação faz do projeto da equipe de Campina Grande?
Extremamente positiva. Como disse, eles têm o pé no chão, foi algo que ressaltei na conversa com eles. É um projeto pé no chão, mas com mentalidade vencedora, e isso é muito importante. O time está sendo montado com jogadores que querem fazer acontecer, que desejam a vitória. É um baita de um projeto, bem estruturado, e que está se consolidando cada vez mais.

Como imagina que será o seu papel da equipe?
Será um papel importante, de responsabilidade, assim como todos os outros jogadores. Encaro como o maior desafio na minha carreira. Quero liderar esse time, quero jogar bem, quero fazer todos jogarem bem, todos crescerem. Eu tenho uma liderança natural, e sei que serei importante dentro e fora de quadra para o time da Unifacisa. Farei de tudo para ser a melhor temporada da minha carreira. Quero que seja inesquecível.

Acredita que há chance de brigar pelo título do NBB?
Ainda é cedo para pensar em título. É claro que é o nosso principal objetivo, tem que ser o foco de todos, mas tem times que mantiveram suas bases, e eles estão bem fortes. Flamengo, São Paulo, Franca, acredito que Minas também. Penso que podemos chegar muito longe, com metas e objetivos bem definidos, mas é claro que pensamos grande.

Como vê o crescimento do basquete do Nordeste?
É espetacular por ter dois times do Nordeste no NBB. O projeto da Unifacisa é espetacular, como disse. Projeto consolidado, cada vez maior, e isso tem que ser valorizado.

Você já atuou em uma equipe do Nordeste… Há muita diferença?
O povo nordestino é sensacional, acolhedor demais. Fui muito bem recebido em Fortaleza quando joguei por lá, e no primeiro contato que tive com a torcida da Unifacisa já foi incrível. Tenho recebido muitas mensagens por redes sociais, e já dá para notar que será uma relação de muito carinho que teremos em breve. Não vejo a hora de chegar em Campina Grande, começar a treinar, jogar e sentir esse carinho.

Qual avaliação faz da sua última temporada? Merecia algum prêmio?
Minha temporada foi muito positiva, em minha avaliação. Acredito que tenha sido uma baita temporada. Foi especial porque tive jogos memoráveis com recordes, com vitórias na última bola, atuações boas. Fico feliz pela temporada que tive. Sobre premiação, é lógico que é bacana receber, mas não foi desta vez. Todos os premiados realmente trabalharam para vencer, todos mereceram muito. Não sinto que fui injustiçado. Estou feliz pelo que fiz, e farei ainda mais para a próxima temporada.

A saída do Pinheiros (do jeito que foi) ainda te incomoda?
Eles foram profissionais, cumpriram com tudo que foi prometido em contrato, e por isso não me incomodo. Deixei muitos amigos no Pinheiros, guardo um carinho grande pelo clube. Para mim é página virada, assim como para o clube. Soube que eles vão investir mais em jovens, na base, e isso é bom. Desejo muito sucesso nessa nova fase do Pinheiros.

Você foi um dos jogadores que se posicionou em relação ao número de estrangeiros no NBB. Qual o cenário ideal para você?
Ótima pergunta. A gente bate muito na tecla no número de estrangeiros hoje é excessivo. A Associação é unânime nesse ponto. Acreditamos que dois estrangeiros por time seja o ideal. Não somos contra estrangeiros por aqui, muito pelo contrário. Nós não queremos quantidade, queremos qualidade nos jogadores estrangeiros que venham para o Brasil. Hoje, temos estrangeiros que jogam pouco tempo, que não engrandecem na parte técnica, então entendemos que essas vagas podem ser de brasileiros, seja de jovens que podem crescer na carreira, de jogadores experientes. O basquete brasileiro precisa disso, precisa de oportunidades para os jovens. Isso vai ajudar muito no desenvolvimento deles, do futuro dos jogadores brasileiros. Repito: não temos absolutamente nada contra atletas de outros países, apenas queremos uma valorização maior dos atletas brasileiros, principalmente dos jovens, ainda mais nesse período de crise que vivemos. Esse é o meu pensamento, e que está bem alinhado ao que pensa a Associação também.

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