Entrevista: Caleb Brown comemora 100 jogos pelo Palmeiras
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Entrevista: Caleb Brown comemora 100 jogos pelo Palmeiras

Marcius Azevedo

26 de setembro de 2013 | 09h00

No Palmeiras desde outubro de 2011, Caleb Brown, nascido em Memphis, nos Estados Unidos, completa no próximo sábado, contra o Paulistano, 100 jogos pela equipe de Palestra Itália.

Cestinha palmeirense na última edição do NBB, com média de 15,8 pontos por partida, o armador concedeu entrevista exclusiva ao blog antes de entrar em quadra para o jogo 99, nesta quinta-feira, contra Jacareí Basketball, quando receberá uma homenagem da diretoria por causa dos 99 anos do clube, comemorados recentemente.

Caleb Brown fala da marca, comenta sobre sua adaptação, confia na equipe para ir longe no Paulista e no NBB e revela que tem intenção de se naturalizar para, quem sabe, seguir os passos de Larry Taylor e defender o Brasil.

Confira o bate-papo com o norte-americano:

O que representa completar 100 jogos por uma equipe tão tradicional no basquete como o Palmeiras?
Significa Muito. Antes de jogar no Brasil, só tive boas referências sobre o Palmeiras e fiquei muito feliz pela oportunidade. Aqui, estou vivendo coisas lindas. O time é muito unido, o clima no clube é maravilhoso, e conto com muito respeito e carinho das pessoas. Além disso, a torcida é diferente, a mais espetacular que conheci.

Antes do centésimo jogo, no sábado, você receberá uma homenagem pelos 99 jogos, em alusão aos 99 anos do Palmeiras, nesta quinta-feira. Como recebe esse reconhecimento por parte do clube?
Fico muito feliz. O Palmeiras é um clube fantástico e chega aos 99 anos com muitas glórias alcançadas. Espero viver muitas alegrias aqui e retribuir todo esse carinho com títulos.

Como foi a negociação para sua vinda para o Brasil?
Eu tinha um amigo que conhecia o Palmeiras e foi ele quem me trouxe para cá. Ele estava na mesma faculdade, Austin Peay, que eu cursava, e conhecia o Padola, ex-técnico do Palmeiras. As negociações começaram e fiquei muito feliz que deu tudo certo.

O que te impediu de jogar basquete profissional nos Estados Unidos?
Quando eu acabei a faculdade, não tinha um agente. Tinha algumas propostas de outros países, como Inglaterra e Eslováquia, mas preferi vir para o Brasil, defender o Palmeiras. Foi uma decisão acertada.

Você está no Brasil desde 2011, já se senti completamente adaptado?
Sim, já estou adaptado, inclusive, a cada dia tento melhorar meu português (risos). É um país incrível, onde sou muito bem tratado.

Você é jovem, tem 24 anos, pretende seguir os passos do Larry Taylor, se naturalizar brasileiro e, quem sabe, defender o Brasil no futuro?
Já pensei e tenho esta intenção. Mas espero evoluir um pouco mais, jogar bem pelo Palmeiras e ajudar o clube a conquistar títulos. Quando for o momento certo, posso tomar essa decisão.

Sentiu necessidade de mudar o seu estilo de jogo para atuar no basquete brasileiro?
Não. Considero o basquete brasileiro melhor para o meu estilo de jogo, pois gosto de jogar livre, com rapidez.

Ficou preocupado com o possível fim do time profissional do Palmeiras?
Todos nós sabíamos do esforço da diretoria e com a chegada da Meltex tivemos a certeza de que havia um projeto forte para o basquete. Agora, a nossa patrocinadora nos ajuda muito, sendo cada vez mais presente na modalidade. Isso é importante, porque os clubes precisam contar com parceiros fortes, como a Meltex. Só assim o esporte conseguirá se desenvolver.

Até onde o Palmeiras pode chegar no Campeonato Paulista?
Estamos trabalhando forte para buscar as primeiras colocações. Começamos muito bem o Paulista, mas é um campeonato equilibrado, um dos mais disputados do mundo, e agora estamos buscando a recuperação, para voltarmos ao topo. Nosso objetivo é fazer um bom papel, alcançar os playoffs e até disputar uma semifinal. Por ser um campeonato tão competitivo, podemos surpreender.

E no NBB?
O NBB é fortíssimo e conta com a participação de equipes muito bem montadas. Tenho certeza que conseguiremos fazer um grande campeonato e classificar o time para os playoffs. Depois, só os jogos dirão, porque faremos de tudo para honrar as tradições do basquete do Palmeiras, com muito entrega, dedicação, e buscando os melhores resultados.

Como foi conseguir livrar o time do rebaixamento no NBB no mesmo ano em que o time de futebol foi rebaixado?
Ficamos muito tristes pelo que aconteceu com o time de futebol, mas tenho certeza que a equipe subirá e jogará a elite novamente. Para nós, no basquete, o início do campeonato passado foi delicado, mas com muito trabalho e o apoio da torcida, nós nos recuperamos. E faço questão de citar a torcida, porque ela foi fundamental nos nove jogos que vencemos seguidamente em casa. A energia no Palestra Itália é totalmente diferente.

Você gosta de futebol? Acompanha o time?
Sim, e tenho torcido muito. A diretoria está fazendo um trabalho excelente, com muita responsabilidade, e tenho certeza que o time conquistará o acesso e estará ainda mais forte em 2014, um ano que será muito especial para todos nós, pelo centenário.

Caleb Brown em ação contra o Pinheiros pelo Campeonato Paulista

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