Érika cobra tratamento igual para mulheres e homens no basquete
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Érika cobra tratamento igual para mulheres e homens no basquete

'Chega de passar pano. O mundo mudou, vocês não entenderam ainda?', escreveu ao cobrar as empresas que apoiam o esporte.

Marcius Azevedo

22 de junho de 2020 | 16h59

A pivô Érika de Souza iniciou nas páginas do Estadão uma luta que ganhou ainda mais voz nas redes sociais. O pedido é pela igualdade entre homens e mulheres no basquete.

A jogadora de 38 anos usou sua conta no Twitter para aprofundar o debate que ela propôs em entrevista ao Estadão. Érika externou sua preocupação com o fato das atletas não receberem o mesmo tratamento dos homens.


Érika tem inúmeras conquistas na carreira e nunca teve um patrocinador. Foto: Wilson Junior/Estadão

“Essa luta não é minha. Essa luta é de TODAS as jogadoras. Graças ao talento que Deus me deu, eu fiz uma carreira que aos 38 anos eu posso encerrar e ter uma segurança financeira. Eu falo aqui pelas outras meninas que estão jogando e assistindo essa DESIGUALDADE”, escreveu.

Érika postou diversas fotos dos ‘presentes’ que os jogadores recebem para criticar o comportamento das marcas em relação ao basquete feminino.

“Eu quero entender qual é o critério para escolha de quem vai ser APOIADO. Eu tenho 1 título da WNBA, 8 títulos do Espanhol, 1 Euroliga, 1 LBF, além de 4 Olimpíadas. Sabe quantas marcas quiseram fechar contrato comigo? NENHUMA. Por que será? Talvez por eu ser MULHER ou ser NEGRA”, questionou.

“Então, se uma empresa quer realmente fazer a DIFERENÇA, apoie quem realmente precisa. Chega de passar pano. O mundo mudou, vocês não entenderam ainda?”, finalizou, com as hashtags #direitosiguais #igualdade

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