Gestor de Bauru, Vanderlei ressalta ‘parceiros ousados’ e acerto em antecipar planejamento
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Gestor de Bauru, Vanderlei ressalta ‘parceiros ousados’ e acerto em antecipar planejamento

Equipe desistiu da última temporada um mês antes do cancelamento, se reestruturou e agora está entre os favoritos ao título do NBB

Marcius Azevedo

10 de dezembro de 2020 | 15h01

Dia 15 de abril. A data foi decisiva para o Bauru seguir vivo e, principalmente, montar um projeto capaz de colocá-lo como favorito ao título do Novo Basquete Brasil. Antes da temporada ser cancelada, o que aconteceu no começo de maio por causa da pandemia do novo coronavírus, o clube desistiu do NBB para iniciar o planejamento da temporada 2020-2021.

A postura se comprovou correta. Em entrevista exclusiva ao blog, o gestor da equipe, o ex-jogador Vanderlei Mazzucchini, com diversos anos de serviços prestados ao basquete, explica como foi o trabalho para que o Bauru pudesse buscar patrocinadores e ter um elenco de qualidade, sob o comando de um dos melhores técnicos da atualidade: Léo Figueiró.


O ex-jogador Vanderlei Mazzucchini, atual gestor do Bauru. Foto: Divulgação

Claro que ainda estamos no começo do NBB, mas o fato de Bauru abrir mão da última temporada até mesmo antes do cancelamento para se reestruturar já se comprova ter sido uma aposta acertada?
Acredito que sim, porque nos dispusemos a acertar a equipe como um todo, começando pela parte administrativa e estrutural, até chegar aos parceiros e patrocinadores. O futuro era uma incógnita para todo mundo, porque vivíamos uma situação inédita e, por conta disso, tínhamos de sentir como o mercado reagiria ao tempo sem jogos, provocado pela pandemia; sem falar na parte econômica do país, que foi muito afetada com o isolamento social e com as restrições comerciais.

O projeto, em algum momento, ficou ameaçado por falta de investimento?
Como citei, as empresas também foram muito afetadas com o isolamento social e pelas restrições impostas para conter a proliferação do coronavírus. Com esse panorama, os patrocinadores, não só da nossa equipe, mas da maioria das agremiações esportivas (independente da modalidade), deram uma recuada. Mas, o nosso departamento de marketing foi muito eficiente e trabalhou com enorme agilidade e competência, conseguindo acertar com empresas qualificadas e ousadas, que acreditaram na força do esporte e na credibilidade do nosso projeto.

Como foi possível montar uma equipe competitiva, com o retorno de jogadores como o Alex e outros reforços, em meio à crise por causa da pandemia?
Foi graças ao trabalho de todos que compõem o Zopone/Gocil Bauru Basket e da credibilidade da equipe junto aos patrocinadores: Zopone, que se incorporou nesta temporada, e Gocil, que seguiu ao nosso lado. Montamos um planejamento para buscar os nossos objetivos e os parceiros e patrocinadores nos deram o respaldo necessário para formar uma equipe competitiva, composta por jogadores experientes, fazendo uma interessante mescla com jovens promissores. Vale ressaltar que os jogadores também acreditaram no nosso trabalho.


Léo Figueiró está entre os melhores técnicos da atualidade. Foto: Divulgação

Não discuto o trabalho do Demétrius Ferracciú, que é um dos melhores técnicos do Brasil, mas era o momento certo para uma troca no comando técnico, assim como foi com o Guerrinha, o antecessor do Demétrius?
O Demétrius cumpriu o seu ciclo no Bauru Basket com maestria. E de forma conjunta, as duas partes sentiram que esse era o momento de mudar.

Qual o principal fator para escolher o Léo Figueiró, que é sem dúvida um dos grandes treinadores da atualidade?
Léo Figueiró é um técnico da nova geração, que demonstrou a sua qualidade nos times que comandou, com destaque para o desempenho nas últimas temporadas com o Botafogo-RJ, quando conseguiu resultados expressivos; isso abriu espaço para que o Léo compusesse a comissão da comissão técnica do Aleksandar Petrovic na seleção brasileira. Além disso, o perfil dele encaixa bem no que almejamos para o Zopone/Gocil Bauru Basket. E, acredito que fizemos uma escolha acertada.

A perda no Paulista serviu de alerta? A direção faz alguma correção de rota?
Sabíamos que o Campeonato Paulista seria uma competição complicada, não só pela forma de disputa e jogos sequenciais, como também pelo tempo que os jogadores ficaram sem atuar. Tínhamos ciência que isso faria com que as equipes tivessem altos e baixos ao longo da sua disputa. Fizemos as necessárias análises em conjunto e demos sequência ao nosso planejamento!

É possível apontar Bauru como favorito ou um dos favoritos ao título do NBB? Quais os principais rivais?
Acredito que o Zopone/Gocil Bauru Basket figure na lista dos times que podem chegar, mas é muito cedo para afirmar qualquer coisa nesse sentido. CR Flamengo, Sesi Franca Basquete, São Paulo FC, Minas Tênis Clube e Paulistano/Corpore também estão nessa briga, que pode ser ainda acrescida de outros times que cresçam em meio ao campeonato.

A fórmula de disputa, com etapas sediadas, deixa o NBB ainda mais imprevisível?
Sim, mas é a forma mais adequada para esse momento que o coronavírus ainda nos assusta. De antemão, temos que pensar na integridade física de todos os envolvidos com a competição e o formato de sedes, aliado aos protocolos rígidos de saúde, são importantes demais para nos trazer segurança.

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