Hora da verdade para a seleção brasileira
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Hora da verdade para a seleção brasileira

Marcius Azevedo

29 de agosto de 2013 | 13h15

Não vou entrar no mérito de quem está certo… Cada cabeça uma sentença. O que importa é que nesta sexta-feira, contra Porto Rico, o Brasil inicia sua caminhada na Copa América, competição que reúne dez seleções em Caracas, na Venezuela, até o dia 11 de setembro, e concede quatro vagas para o Mundial da Espanha.

O técnico Rubén Magnano (e imagino que todos que gostam de basquete) queria ver Nenê, Tiago Splitter, Anderson Varejão e companhia defendendo o Brasil, mas há uma diferença enorme entre desejo e realidade.

A realidade é que com o grupo que está na capital venezuelana tem totais condições de manter o Brasil como único país com 100% de participações em Mundiais. Só não será com os pés nas costas como seria com suas estrelas.

Magnano faz o correto neste momento, ignorando momentaneamente os pedidos de dispensas e trabalhando com o que tem mãos. Se os jogadores que rejeitaram se apresentar agora serão utilizados lá na frente é uma outra história.

Sob o comando do excelente armador Marcelinho Huertas, o Brasil terá como principais concorrentes Porto Rico, Argentina, Canadá e República Dominicana. Claro que outras seleções podem surpreender, até porque é um competição nivelada por baixo e com jogadores atléticos, mas não acredito que vai fugir disso.

A seleção conta com opções interessantes de formação, que pode ser colocada em prática conforme o adversário.

Gosto da dupla de armadores formada pelo já citado Huertas e o norte-americano Larry Taylor. Alex também está em uma excelente forma. Magnano pode também reforçar o garrafão com Caio Torres ao lado de Rafael Hettsheimer ou apostar em um quinteto mais rápido, com Guilherme Giovannoni entre os titulares.

Não será fácil, mas confio na classificação do Brasil para o Mundial. E torço para isso. Não gostaria de ver a seleção brasileira receber um convite (serão quatro) da Federação Internacional de Basquete para o torneio.

Larry Taylor com JJ Barea, de Porto Rico, primeiro rival do Brasil

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