Humilhado, Miami terá força para reagir?
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Humilhado, Miami terá força para reagir?

Marcius Azevedo

12 de junho de 2013 | 10h28

O massacre do Miami Heat no jogo 2 da final da NBA (19 pontos de vantagem) foi uma demonstração de força e eu estava curioso para ver como o San Antonio Spurs iria reagir no terceiro confronto. E simplesmente o time do Texas teve uma atuação exuberante, vencendo por inacreditáveis 36 pontos de diferença.

O placar, ao final da partida disputada no AT&T Center, apontou 113 a 77, com o time do técnico Gregg Popovich abrindo 2 a 1 na série decisiva.

Sobre o jogo, não há muito o que dizer. O San Antonio implodiu o Miami. Destaque para o aproveitamento excepcional do perímetro. Foram 16 acertos em 32 tentativas (50%), batendo o recorde de bolas de três em partidas válidas pelas finais da NBA.

Confira os melhores momentos da terceira partida das finais:

Individualmente, Danny Green foi o ator principal, ocupado o lugar de destaque que foi de Tony Parker no primeiro jogo e de Mario Chalmers, no segundo. O ala anotou 27 pontos, acertando sete de nove tentativas de três pontos.

Kawhi Leonard também foi outro que brilhou. O ala terminou o jogo com um duplo-duplo (14 pontos e 12 rebotes) e ainda foi fundamental para minimizar o desempenho de LeBron James. O MVP acertou apenas sete de 21 arremessos, anotando 15 pontos.

O mais importante neste momento é o pós-massacre. A acaçapante derrota, com certeza, vai mexer com o espírito dos atuais campeões. Resta saber se LeBron James e companhia vão reagir positivamente (como fez o San Antonio depois da pancada no segundo jogo) ou vão sentir o golpe e entregar os pontos.

Não há muito tempo para o time do técnico Erik Spoelstra digerir o que aconteceu na noite de terça-feira. O quarto jogo da final já será na quinta-feira. Se perder novamente, o Heat vai entrar ainda mais pressionado, com chances de o San Antonio ser campeão no sábado, na quinta partida da série.

Por outro lado, o trabalho de Popovich nestes dois dias será manter os pés no chão de alguns jogadores. Claro que Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili estão calejados com momentos decisivos, mas, para Danny Green e Kawhi Leonard, que estão jogando muito, estar próximo de um título é novidade.

Danny Green (esq.) dá toco com Chris Andersen durante o massacre no terceiro jogo da final

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