Jeremy Lin convive com o lado cruel do negócio NBA
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Jeremy Lin convive com o lado cruel do negócio NBA

Campeão pelo Toronto Raptors, armador não recebeu nenhuma oferta na agência livre

Marcius Azevedo

29 de julho de 2019 | 14h39

A NBA é um negócio. E como todo negócio, muitas vezes, é cruel. Jeremy Lin está sentindo o sabor desta crueldade. Campeão pelo Toronto Raptors nesta temporada, o armador de origem chinesa e taiwanesa, considerado uma sensação quando surgiu na temporada 2011-2012, desabafou por não receber nenhuma oferta na agência livre.

No domingo, em um programa de TV local, o jogador se emocionou. “Tem um ditado que diz ‘quando se está no fundo do poço, o único caminho possível é pra cima’. Só que pra mim, o poço tem ficado cada vez mais fundo. A agência livre tem sido dura, porque sinto que de certa maneira a NBA meio que desistiu de mim”, diz Lin, chorando.


Lin está sem time na NBA após ser campeão pelo Toronto. Foto: Chiang Ying-ying/AP

A verdade é que, apesar de ser campeão, Lin não brilhou na última temporada. Pelo Atlanta Hawks, foram 51 jogos, sendo apenas um como titular. Uma média de 19,7 minutos, com 10,7 pontos e 3,5 assistências. Depois, pelo Toronto, foram 23 partidas (três como titular), com 18,8 minutos e médias de sete pontos e 2,2 assistências.

Os números são o reflexo das últimas temporadas do jogador. Depois de um início sensacional, com o surgimento da “Linsanity”, atuando pelo New York Knicks, o armador viveu sua melhor temporada pelo Brooklyn Nets, em 2016-2017, quando registrou 14,5 pontos e 5,1 assistências.

A carreira de Lin mudou de rumo após uma lesão. Ele sofreu uma ruptura do tendão patelar do joelho direito no primeiro jogo da temporada 2017-2018, em 19 de outubro, contra o Indiana Pacers. Nunca mais foi o mesmo.

O armador ainda pode receber uma oferta e continuar na NBA, mas o desabafo serviu para dar mais um exemplo de que o negócio NBA pode ser cruel.

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