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Knicks e Lakers em situações opostas

Marcius Azevedo

10 de dezembro de 2012 | 08h46

Los Angeles Lakers e New York Knicks. O primeiro pintou como principal favorito após contratar o cobiçado pivô Dwight Howard e o armador Steve Nash para jogar ao lado de Kobe Bryant, enquanto o segundo incorporou ao elenco jogadores experientes e se tornou o time da NBA mais velho de todos os tempos.

Claro que ainda há muito para acontecer na temporada, mas, por enquanto, quem parece ter acertado na dose foi o time da Big Apple.

A aquisição do armador Jason Kidd, campeão pelo Dallas Mavericks, foi o maior diferencial. O jogador incorporou um espírito de equipe que não existia por lá, principalmente com Carmelo Anthony no comando total do time. Sem se importar com estatísticas, ele faz com que os companheiros sejam menos egoístas em quadra.

O que ele fez no domingo, na vitória sobre o Denver Nuggets por 112 a 106, ao anotar 17 pontos, foi uma exceção. A média do armador é de apenas 8,6 pontos. Kidd não precisa pontuar. A sua função é liderar o time.

Carmelo Anthony continua efetivo no ataque, mas, pelo menos, está buscando atacar o aro com infiltrações ao invés de apenas chutar, e errar, bolas do perímetro.

A volta da parceria entre Kidd e o pivô Tyson Chandler, com quem foi campeão no Dallas, é outro ponto positivo para os Knicks. E ainda tem o banco bastante atuante, com JR Smith, Steve Novak, Kurt Thomas, Marcus Camby, Rasheed Wallace… E ainda tem o retorno de Amar’e Stoudemire, que está na lista de lesionados.

Com 15 vitórias e cinco derrotas, New York está na liderança da Conferência Leste e aparece como principal ameaça ao campeão Miami Heat. Os Knicks só não fazem melhor campanha do que San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder (17 vitórias e 4 derrotas), ambos da Conferência Oeste.

Confira os melhores momentos da vitória dos Knicks contra os Nuggets:

Se os Knicks estão no caminho certo, os Lakers ainda precisam comer muito feijão com arroz. Não acompanhei o jogo de domingo – derrota para o Utah Jazz por 117 a 110 -, mas vi o jogo contra o Oklahoma City Thunder.

Com Steve Nash e Pau Gasol fora de combate, o que se viu em quadra foi preocupante. O Los Angeles vive apenas da individualidade de Kobe Bryant e Dwight Howard. Os dois estão jogando muito, mas, para derrotar adversários fortes, não é suficiente.

A troca de Mike Brown por Mike D’Antoni, por enquanto, não deu em nada. Os Lakers perderam sete de 11 partidas sob o comando do novo treinador e a ameaça de ficar fora dos playoffs está se tornando real – o Los Angeles está em 11º na Conferência Oeste, com nove vitórias e 12 derrotas.

Mesmo com os retornos de Nash e Gasol não sei se os Lakers terão força para chegar aos playoffs em condições de brigar pelo título, algo que era considerado certo antes do início da temporada.

Só vejo uma solução para o Los Angeles neste momento: apelar para uma troca que deixe o time mais condizente com a cabeça de Mike D’Antoni. Neste aspecto, Gasol pode ser um trunfo. Assim como no ano passado, o espanhol está parecendo um peixe fora d’água na equipe.

Claro que posso queimar minha língua, mas os Knicks têm tudo para disputarem o título, enquanto os Lakers da temporada 2012-13 devem ficar marcados como o time de craques que não deu certo.

Confira os melhores momento da derrota dos Lakers para o Jazz:

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