As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Kobe Bryant, um obcecado por vencer

Jogador cinco vezes campeão da NBA morreu neste domingo, aos 41 anos

Marcius Azevedo

26 de janeiro de 2020 | 18h21

Desde de criança, quando acompanhava o pai Joe, também jogador, Kobe Bryant sempre quis ser Michael Jordan. Até os movimentos plásticos do ídolo foram copiados, como ele mesmo admitiu anos depois. O ex-astro do Los Angeles Lakers não conseguiu ser MJ, até porque é impossível se igualar ao melhor de todos os tempos, mas se aproximou bastante do Olimpo do basquete.

Eu tive oportunidade de entrevistá-lo uma única vez, três anos antes de ele se aposentar, quando participou de um evento em São Paulo em 2013 ao viajar ao Brasil para acompanhar alguns jogos da Copa das Confederações. Foi um dia especial. Kobe era especial, carismático, inteligente e, principalmente obcecado por vencer. Neste dia, ele avisou que iria voltar após uma grave lesão e acabar com o reinado do Miami Heat, à época com LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Não relaxava nem mesmo quando estava em um compromisso do patrocinador.

Kobe foi um dos maiores da história. Foto:AFP

Será eternamente lembrado pelo que fez em quadra. Em 20 temporadas na NBA, todas pela franquia da Califórnia – exigiu ser trocado para o Lakers ao ser escolhido no Draft de 1996 pelo Charlotte Hornets -, foram cinco títulos da maior liga de basquete do mundo, dois prêmios de MVP (jogador mais valioso) das finais, um de MVP da temporada regular, além de 18 indicações para o All-Star Game, o tradicional Jogo das Estrelas. Foram ainda dois ouros olímpicos pela seleção americana, em Pequim-2008 e Londres-2012.

Kobe era um competidor feroz. Ao longo da carreira, colecionou admiradores na mesma proporção que desafetos. Brigava até com companheiros de equipe, não hesitava em criticá-los publicamente depois de um jogo ruim. Nunca aceitava derrotas com naturalidade, algo que, muitas vezes, se faz necessário no esporte.

A despedida das quadras aconteceu em 14 de abril de 2016, com uma atuação brilhante, anotando 60 pontos em uma vitória (não poderia ser diferente) sobre o Utah Jazz.

Não satisfeito Kobe seguiu competindo fora de quadra. Em 2018, ele ganhou o Oscar de melhor curta-metragem de animação por “Dear Basketball”, juntamente com o animador Glen Keane. O astro foi o autor do roteiro e também o narrador da história.

Assim foi Kobe, um dos maiores da história. Adeus, Black Mamba!

 

Tudo o que sabemos sobre:

Kobe BryantbasqueteNBA

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: