Leonard recebe multa da NBA e terá de participar de programa de diversidade cultural após usar termo antissemita
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Leonard recebe multa da NBA e terá de participar de programa de diversidade cultural após usar termo antissemita

Jogador do Miami Heat foi duramente criticado pelo comissário da liga e por companheiros de equipe

Marcius Azevedo

11 de março de 2021 | 18h06

A utilização de um termo antissemita em uma transmissão ao vivo vai custar US$ 50 mil (R$ 276 mil) ao pivô Meyers Leonard, do Miami Heat. A NBA suspendeu ainda o jogador de 29 anos por uma semana dos treinos e decidiu que ele terá de participar de um programa de diversidade cultural.

Adam Silver, comissário da NBA, também se pronunciou sobre o episódio. A liga anteriormente havia enviado apenas um comunicado, informando que havia aperto uma investigação. “O comentário de Meyers Leonard foi indesculpável e doloroso. Um termo tão ofensivo não pode ter lugar na NBA ou em nossa sociedade”, afirmou.


Meyers Leonard em ação pelo Miami Heat. Foto: Michael Reaves/AFP

O comissário afirmou ainda que o pivô conversou com representantes de uma instituição judaica para compreender o peso da utilização do termo “kike” enquanto jogava uma partida de Warzone do game Call of Duty. “Entendemos que ele está genuinamente arrependido. Já comunicamos a Meyers que comentários depreciativos como esse não serão tolerados, e que é esperado que ele defenda os valores fundamentais de nossa liga, incluindo a equidade, tolerância, inclusão e respeito em todo o tempo”, disse Silver.

Apesar da punição até certo ponto branda, Meyers Leonard pode não ter vida longa na franquia. O episódio foi bastante condenado pelo Miami Heat e ganhou ainda mais força nas declarações públicas de Udonis Haslem, capitão e o jogador mais veterano da equipe, e do técnico Erik Spoelstra.

“Não vamos tolerar isso aqui, e permaneceremos do lado certo. Eu tenho muitos amigos judeus, então, fiquei sentido com isso, e falei com alguns deles para saber como se sentiam, se estavam bem, e para garantir a eles que nós não apoiamos isso”, afirmou Haslem. “Palavras têm consequências, e essas foram palavras extremamente dolorosas”, acrescentou Spoelstra.

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