Limeira e Bauru têm tudo para pôr fim ao jejum no NBB
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Limeira e Bauru têm tudo para pôr fim ao jejum no NBB

Em seis edições, apenas Flamengo e Brasília foram campeões do principal torneio nacional de basquete

Marcius Azevedo

23 de janeiro de 2015 | 09h35

O Estado de São Paulo é maioria no NBB desde sua primeira edição, na temporada 2008-2009. Na atual edição são 10 representantes. Falta, no entanto, um título. Até aqui, apenas Flamengo e Brasília, três vezes cada um, foram campeões.

O jejum, desta vez, tem mais chance de chegar ao fim.

Apesar de o Flamengo continuar muito forte, mesmo ocupando o quarto lugar, e Minas figurar como surpresa, em terceiro, Limeira e Bauru são, neste momento, os times mais consistentes da sétima edição do torneio nacional.

Limeira, do técnico Dedé Barbosa, sofreu apenas uma derrota até aqui – para o Pinheiros -, enquanto Bauru, de Guerrinha, foi superado pelo Brasília, logo na estreia do NBB, e por Limeira.

O segredo de Limeira está no conjunto.

David Jackson é um dos destaques do time de Limeira (Ricardo Bufolin/ECP)

David Jackson é um dos destaques do time de Limeira (Ricardo Bufolin/ECP)

A equipe tira proveito de um garrafão muito forte, formado por Rafael Mineiro e Bruno Fiorotto, que atuaram juntos no Pinheiros, e de um jogo de transição de muita velocidade, com Nezinho e Ronald Ramon.

Individualmente, o destaque é o norte-americano David Jackson, eleito o MVP (Melhor jogador) da última edição do NBB. O ala registra médias de 17,5 pontos (quarto cestinha da liga), 3,9 rebotes e 2,8 assistências por partida.

Por sua vez, Bauru montou um timaço e, por enquanto, está cumprindo o papel de favorito que lhe foi atribuído antes do início da temporada. Foi campeão paulista (contra Limeira) e da Liga Sul-Americana.

A equipe que já era bastante forte, com jogadores como Murilo, Larry Taylor, Gui Deodato e Ricardo Fischer, foi reforçada nesta temporada por Alex, Rafael Hettsheimeir, Robert Day e Jefferson William.

O trabalho de Guerrinha foi conscientizar o grupo que de cada um tem uma função importante da equipe. Não à toa, os jogadores que começam no banco têm sido fundamentais em alguns jogos.

Além de um garrafão forte, Bauru dispõe um arsenal mortal nos arremessos de perímetro. Todos os titulares de Guerrinha são bons nos tiros de longa distância.

Prova disso foi o desempenho no massacre contra o Basquete Cearense na quinta-feira. Foram 21 arremessos certeiros da linha de 3 pontos em 38 tentativas, um aproveitamento excepcional de 55,3%. O desempenho rendeu o recorde na história do torneio nacional, que antes era de 19.

Robert Day, por exemplo, converteu sete bolas (em oito tentativas). Gui Deodato e Jefferson William, quatro cada. Rafael Hettsheimeir, outras três, enquanto Alex matou duas bolas de três pontos.

Claro que os playoffs são um outro campeonato, como costumam dizer os treinadores, mas Limeira e Bauru, desta vez, demonstram força para por fim ao jejum de títulos de São Paulo.

Alex é um dos destaques do Bauru (LC Moreira/Divulgação LNB)

Alex é um dos destaques do Bauru (LC Moreira/Divulgação LNB)

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