LNB aposta na NBA para alavancar público nos jogos do NBB
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LNB aposta na NBA para alavancar público nos jogos do NBB

Apesar da presença não ser grande nos ginásios, presidente Cássio Roque se diz satisfeito e espera ganhar com parceria

Marcius Azevedo

21 de janeiro de 2015 | 09h49

O Flamengo jogou recentemente na HSBC Arena pelo NBB e o público foi uma decepção. A primeira partida, na derrota contra o timaço do Bauru, levou 966 pessoas ao ginásio. A segunda, vitória diante do Paulistano, na reedição da final do NBB7, foram 700 testemunhas.

A pouca presença de público infelizmente não é uma realidade apenas do campeão do mundo, seja mandando os jogos na moderna arena ou em outro palco mais modesto. A média do NBB8 não chega a 800 pessoas por jogo.

Mogi das Cruzes é o recordista de público. A equipe do técnico Paco García leva em média de 2.140 pessoas ao ginásio Prof. Hugo Ramos, com capacidade para um público de 5 mil, segundo o site da LNB, responsável pela organização do NBB.

Na sequência estão Franca e São José com médias de 1.734 e 1.479, respectivamente. A equipe francana manda os jogos no Pedrocão, com capacidade para 6 mil pessoas, enquanto os joseenses jogam no Lineu de Moura, que pode receber até 2.620 torcedores.

Entre os piores times em média de público estão Pinheiros (305), Minas (411), Paulistano (485) e Palmeiras (527).

Em entrevista exclusiva ao blog, o presidente da LNB, Cássio Roque, reeleito recentemente, não se mostrou tão pessimista em relação ao público do NBB, elogiou os clubes pelas ações na tentativa de levar mais pessoas aos ginásios e, claro, afirmou que conta com “know-how” da NBA para que o torneio possa ter uma presença maior na próxima edição.

Como o senhor avalia a média de público nos ginásios nos jogos do NBB?
A presença do público na atual edição do NBB está dentro da média das últimas edições. Acabamos de fechar o primeiro turno e ainda vamos entrar na segunda metade da fase de classificação, isso sem contar os playoffs, que é o momento que o público nos ginásios praticamente dobra. A tendência é que esse número cresça nessa parte final da competição. Estamos falando de um dos maiores campeonatos da América Latina e de uma competição extremamente equilibrada. Portanto, o interesse do público tende a ser cada vez maior.

O que está sendo feito e o que ainda pode ser feito para melhorar o público nos ginásios?
Individualmente, os clubes têm feito de tudo para melhorar o espetáculo, não só o jogo em si, mas todo o espetáculo como um todo. A grande maioria das equipes do NBB vem fazendo uma série de ações promocionais durante os jogos e isso ajuda muito na presença do público. Temos também alguns times com programas de sócio-torcedor, que é algo que fideliza e dá vantagens aos fãs dos clubes.

Qual contribuição o senhor espera da NBA nesta questão de levar mais público aos ginásios?
A gente espera que a NBA nos ajude com o “know-how” que eles têm justamente nesse quesito entretenimento. Eles (NBA) têm total conhecimento nessa área e certamente irão nos ajudar bastante. A partir do NBB 8 teremos uma atuação maior da NBA nessa área e esperamos crescer ainda mais.

Apenas 700 pessoas acompanharam o jogo do Flamengo contra o Paulistano

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