Magnano quer deixar um legado ao basquete brasileiro
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Magnano quer deixar um legado ao basquete brasileiro

Marcius Azevedo

12 de março de 2014 | 08h50

O Mundial da Espanha, em agosto, é o objetivo mais palpável. Depois são os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. O técnico Rubén Magnano, claro, deseja colher bons resultados, mas o mais importante é o legado que ele quer deixar para o basquete brasileiro.

Campeão olímpico pela Argentina em Atenas-2004, o treinador, em sua passagem pela redação do Estadão na terça-feira, comentou sobre os 10 anos da histórica conquista e afirmou que o Brasil tem condições de alcançar façanha similar, desde que promova uma mudança na estrutura.

Para Magnano, tudo começa na base. Os garotos precisam sentir orgulho de defender o país e, principalmente, ter ídolos em que possam se espelhar.

“Esses jogadores (campeões olímpicos) deixaram e deixam um legado que os garotos, hoje já alguns homens, absorvem como esponjas e continuam com isso para frente. Isso é o que enxergo”, afirmou.

Rubén Magnano, campeão olímpico em 2004

“Mas isso não é apenas na seleção principal, é uma escola que vem lá de baixo. Os jogadores que têm condições de chegar em uma seleção tem uma carga de comprometimento, uma carga emotiva… Deixamos de lado o aspecto tático, porque se você não é bom, não está na seleção. É um trabalho que tem um legado”, completou.

Esse é o trabalho que Magnano tem procurado fazer com o basquete brasileiro. É um processo de conscientização e que pode culminar com uma “geração dourada” como aquela da Argentina.

“Não sei quais serão os resultados lá no final, mas estamos construindo o legado, construindo o trabalho, para que no futuro o basquete do Brasil tenha uma solidez de estrutura e, com isso, você terá sempre uma equipe competitiva”, comentou.

“Dentro desta estrutura, você vai encontrar talento em algum momento e lutar pela medalha. Não dá para colocar 12 jogadores em um forno, tirá-los de lá e eles irem jogar pela medalha. São muitos anos de trabalho”, reforçou.

Magnano citou os exemplos de Espanha e França, seleções com estrutura consolidada. Os espanhóis levaram o Mundial em 2006, duas vezes o europeu (2009 e 2011) e ainda conquistaram duas medalhas de prata olímpicas, em 2008 e 2012. Já os franceses, enfim, foram campeões europeus no ano passado.

“Não é impossível. Podemos fazer, mas não é fácil”, comentou o argentino.

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