Magnano terá de aparar arestas para Brasil ir ao Mundial
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Magnano terá de aparar arestas para Brasil ir ao Mundial

Marcius Azevedo

26 de setembro de 2013 | 14h24

A Federação Internacional de Basketball (Fiba) divulgou nesta quinta-feira em seu site os critérios que precisam ser atendidos pelas seleções que vão pleitear um convite para o Mundial da Espanha do ano que vem. Serão quatro países convidados para atingir o número de 24 participantes.

Há três itens no documento: esportivo, econômico e político.

A começar pelo último, que é o mais fácil, trata apenas do cumprimento aos estatutos da Fiba, o trabalho da federação nacional, o apoio governamental para o esporte e na participação em atividades dos escritórios regionais da entidade.

Na questão econômica, são citados o envolvimento da mídia local com competições internacionais e domésticas, a importância do mercado para os parceiros comerciais da Fiba e o peso do país para os organizadores do Mundial.

A Fiba não coloca na questão econômica o pagamento de um valor para participar do processo de distribuição dos convites, mas cita que os países interessados podem fazer uma “doação” para o desenvolvimento do esporte pelo mundo.

Por fim, vamos entrar no critério esportivo e o que considero o mais importante neste momento por causa da polêmica entre o técnico Rubén Magnano e os jogadores que atuam na NBA, depois de uma enxurrada de pedidos de dispensa antes da Copa América.

A entidade exige a presença dos principais atletas do país para convidá-lo para o Mundial. Vanderlei Mazzuchini, diretor técnico da CBB, garante que Anderson Varejão, Nenê, Tiago Splitter, Victor Faverani e outros vão disputar o torneio na Espanha se o convite realmente vier.

Confio, claro, na palavra do ex-ala da seleção brasileira, mas será que Magnano foi avisado que sua convocação terá de incluí-los? Imagino que o argentino pretende levar os melhores, assim como fez os Jogos Olímpicos de Londres, ano passado, porém isso precisa ser muito bem amarrado.

Magnano precisa conversar com esses jogadores – não adianta Vanderlei desempenhar este papel – para aparar arestas que ficaram depois do bate-boca pela imprensa. Depois disso, o próximo passo, aí sim com participação do diretor da CBB, será negociar com os times da NBA.

No critério esportivo, a Fiba ainda vai levar em consideração a popularidade do esporte no país, a qualidade de seu time nacional, os resultados em grandes competições e até se o país sediou algum torneio da entidade.

A Fiba deve analisar o pedido dos interessados (o Brasil estará entre eles) em uma reunião nos dias 23 e 24 de novembro, em Buenos Aires, e definir os quatro países que serão convidados. O anúncio oficial será feito apenas no dia 2 de fevereiro.

Ou seja, para receber o convite da Fiba, o Brasil, primeiro, terá resolver os seus problemas internos.

Rubén Magnano com o time completa nos Jogos de Londres (Reuters)

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