Momento é de reflexão no basquete brasileiro para minimizar os efeitos do fim de uma geração
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Momento é de reflexão no basquete brasileiro para minimizar os efeitos do fim de uma geração

Brasil foi eliminado do Mundial da China ainda dependendo do protagonismo dos veteranos

Marcius Azevedo

09 de setembro de 2019 | 17h40

O momento é de reflexão para o basquete brasileiro. O desempenho no Mundial da China foi além do que se imaginava mas não o suficiente para conseguir uma vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Não há muito o que mudar para o Pré-Olímpico do ano que vem. Serão quatro torneios com seis seleções cada – a Confederação Brasileira de Basquete já se apresentou para ser sede de um deles – e o Brasil precisa ser o campeão para se classificar.

A reflexão se faz necessária para o futuro após o fim da geração de Varejão (36 anos), Alex (39), Leandrinho (36), Huertas (36) e Marquinhos (35). Os jogadores que tomaram frente no Mundial vão se afastar na melhor das hipóteses depois da Olimpíada de 2020. Com o risco de o último ato ser no Pré-Olímpico, em junho do ano que vem.


Varejão teve um bom desempenho no Mundial. Foto: Lintao Zhang/AP

A competição na China serviu para mostrar que Benite (29) e Rafael Luz (27) podem assumir um protagonismo maior na seleção, mas me parece pouco. Cristiano Felício (27) está longe de ser um substituto à altura de Varejão. Augusto Lima (27), também. Bruno Caboclo (23) foi bem, principalmente na defesa, mas faltou ser mais efetivo no ataque.

Em relação aos mais jovens, como Didi (20) e Yago (20), o Mundial serviu apenas para ganhar bagagem. Didi jogou mais, cometeu erros pela falta de experiência em torneios grandes e vai aprender muito nos próximos anos, quando passará pelo basquete da Austrália antes de jogar na NBA.

A curto prazo não há muito que o fazer. É o técnico Aleksandar Petrovic trabalhar o atual grupo, acrescentar um ou outro valor que for possível, como Raulzinho (não foi ao Mundial por estar se recuperando de lesão), para tentar ir aos Jogos de Tóquio no Pré-Olímpico.

Mas há preocupação para o futuro. É necessário trabalhar deste já para minimizar os efeitos desta transição de geração. Temos de revelar mais e melhores jogadores para ter mais opções para formar uma seleção forte e, principalmente, prepará-los para atuar no basquete internacional.

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