Não é o fim. É o começo do ciclo olímpico da seleção feminina para Paris-2024
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Não é o fim. É o começo do ciclo olímpico da seleção feminina para Paris-2024

Brasil não conseguiu vaga em Tóquio, mas trabalho de José Neto precisa continuar

Marcius Azevedo

10 de fevereiro de 2020 | 14h02

Não é o fim. É o primeiro obstáculo de um trabalho que precisa continuar na minha avaliação e, com certeza, terá uma resposta positiva no próximo ciclo olímpico. O que o técnico José Neto e o grupo da seleção brasileira feminina de basquete construíram em sete meses precisa ser valorizado.

Claro que todos gostariam de ver o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas esta possibilidade só se tornou possível neste momento pela mudança de postura das jogadoras em relação ao trabalho que começou em maio do ano passado.


Grupo da seleção brasileira fez muito em sete meses de trabalho. FOTO: Fiba

A derrota para Porto Rico foi lamentada porque o grupo da seleção fez todos acreditarem que seria possível classificar. Mas lá atrás, pouco antes de Neto assumir, ninguém considerada esta possibilidade.

Ao treinador e ao grupo de atletas não se pode proferir nenhuma crítica. O melhor do Brasil não foi suficiente para classificar, mas foi para bater de frente com seleções fortíssimas como França e Austrália.

O que fico imaginando é o que este grupo poderia fazer se o trabalho tivesse começado antes, quem sabe logo após cair na Copa América de 2017 e ficar fora do Mundial.

A Confederação Brasileira de Basquete poderia ser sido um pouco mais rápida para contratar José Neto, mas também temos de lembrar que o momento financeiro da entidade era péssimo naquela altura.

E continua assim e, por isso, é necessário um esforço enorme para Neto seguir no comando da seleção. Não podemos recomeçar novamente. A decisão está em aberto. Se o treinador continuar,  tenho convicção que o Brasil vai estar nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

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