Nezinho em Franca é o fim de uma rivalidade histórica
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Nezinho em Franca é o fim de uma rivalidade histórica

Armador de 34 anos é o principal reforço da equipe para o NBB

Marcius Azevedo

28 de outubro de 2015 | 15h30

A maior (acho que não é um exagero) rivalidade entre um jogador e uma torcida chegou ao fim nesta quarta-feira. Franca contratou o armador Nezinho como principal reforço para o NBB8, que começa na segunda-feira, dia 2 de novembro.

O jogador de 34 anos agora vai atuar diante dos torcedores que mais o hostilizaram ao longo da carreira. O basquete, claro, é um negócio, mas confesso que estou curioso para ver qual será o comportamento dos francanos no primeiro jogo de Nezinho no Pedrocão.

A rivalidade começou lá atrás, em 2001, quando Nezinho era um dos principais jogadores do COC/Ribeirão Preto e fez Franca amargar um jejum no Campeonato Paulista. A equipe dirigida por Lula Ferreira conquistou cinco títulos consecutivos: 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005.

Nezinho em ação contra Franca por Limeira (Divulgação)

Nezinho em ação contra Franca por Limeira (Divulgação)

O auge ocorreu em 2007, já com Nezinho atuando por Brasília. A equipe candanga conquistou o título nacional daquela edição em Franca, com o armador sendo o principal alvo. A resposta veio com provocações que foram pichadas supostamente pelos jogadores nos vestiários do Pedrocão.

Nezinho se mudou para Limeira e a rivalidade o acompanhou. Em 2008, o armador liderou o time na conquista do Campeonato Paulista sobre Franca. Ele foi o cestinha em três dos quatro jogos da série final, inclusive no último, no Pedrocão, quando anotou 24 pontos, apesar de ser hostilizado o tempo todo.

O armador não foi poupado nem sequer em partidas comemorativas. Sempre que desembarcou em Franca para disputar o “Jogo das Estrelas” do NBB, Nezinho era vaiado e hostilizados do início ao fim, sempre que pegava na bola.

O ódio dos francanos com Nezinho é tão grande que muitos torcedores transformaram Márcio Dornelles em ídolo depois que o ala agrediu o armador (que foi parar no hospital) em uma partida válida pelos Jogos Abertos do Interior, disputada em Piracicaba, em 2008.

Agora, em Franca, Nezinho terá de transformar o ódio em amor. Será que a apaixonada torcida Francana vai perdoar o jogador?

Tudo o que sabemos sobre:

basqueteFrancaNBBNezinho

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.