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Ninguém quer fazer amigos em Boston

Marcius Azevedo

09 de novembro de 2012 | 13h38

A imagem de Kevin Garnett ignorando o ex-companheiro Ray Allen, que tentou cumprimentá-lo no banco durante o jogo entre Boston Celtics, ex-time do ala, e o Miami Heat, atual time do jogador, no início da temporada deste ano, foi bastante criticada.

Mas uma entrevista de Rajon Rondo, armador dos Celtics, à “Rádio WEEI” deixou claro o sentimento do time em relação aos adversários de um modo geral, mas apenas ao antigo companheiro.

Para Rondo, qualquer jogador que estiver do outro lado da quadra é inimigo.

“Nós não gostamos de ninguém. Nosso trabalho é ir lá e vencer, não tentamos ser amigos de ninguém. Esta deveria ser a mentalidade de todos. Nós estamos competindo, não há amigos em quadra. Mesmo se você jogasse contra um membro de sua família, como sua mãe, ainda teria que ir lá e tentar vencê-la”, afirmou o armador.

Achou muito polêmico? Rondo continuou, citando Kevin Garnett, claro, o chefe da turma.

“Amo vencer, amo ser competitivo. Em tudo o que faço, quero vencer. Não tenho tempo para amigos. Não falo muito com os caras durante as férias, então porque deveria falar com eles em quadra e tentar ser amigo deles? Acredito que KG mostra isso melhor, joga com muita intensidade. Ele não tem amigos fora de quadra e essa é a nossa mentalidade”, concluiu.

Concordo, em partes, com Rondo. A vontade de vencer precisa prevalecer, desde que, para isso, não seja necessário machucar um companheiro de profissão.

A NBA já teve outros times como o atual Boston Celtics. Quem não se lembra do Detroit Pistons, de Isiah Thomas, Joe Dumars, Bill Laimbeer e Dennis Rodman, sob o comando de Chuck Daly? Eles jogavam duro, até sujo em alguns momentos e foram bicampeões.

As declarações de Rajon Rondo são contundentes, mas, excluído um possível jogo de cena para não perder a pose de durão, não vejo tanto problema.

Confira vídeo em que Kevin Garnett “ignora” Ray Allen:

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