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Presidente da Federação Goiana defende intervenção na CBB

Ely Toscano Pascoal agendou reunião com os presidentes das outras federações para discutir plano de ação e exigir transparência

Marcius Azevedo

21 de julho de 2015 | 10h41

O presidente da Federação Goiana de Basquetebol, Ely Toscano Pascoal, decidiu expor publicamente a insatisfação com a gestão de Carlos Nunes na presidência da Confederação Brasileira de Basketball.

Ely agendou uma reunião com os outros presidentes de federações para 1º de agosto, às 14h, em um hotel de Goiânia, para definir um plano de ação, a fim de impedir que o momento, que já é ruim, fique ainda pior. A dívida da CBB é de R$ 13 milhões, segundo o último balanço da entidade.

“A situação do basquete está insustentável”, afirmou o presidente da FGB, em entrevista exclusiva ao blog. “Tudo que ele (presidente da CBB) fala não acontece. Ele disse que iria arrumar um patrocínio estatal e nada. Não dá mais para acreditar no presidente. Temos aceitado explicações, demos voto de confiança, mas agora não dá mais. O Carlinhos se perdeu”, completou.

O dirigente cobra mais transparência da CBB. “Temos de participar de tudo. Tomar frente. Hoje sabemos o valor da dívida, mas não sabemos quem são os credores… É dívida com fornecedor? Empréstimo de banco? Realmente não sabemos para quem a CBB está devendo.”

Carlos Nunes confia na vaga direta para os Jogos do Rio de Janeiro

Carlos Nunes não ficou satisfeito com encontro das federações

Segundo Ely, 12 presidentes já confirmaram presença no encontro. O número motiva o dirigente, já que, normalmente, apenas nove federações costumam questionar Carlos Nunes nas reuniões. “Temos de ter personalidade, assumir que colocamos ele lá e temos de fazer alguma coisa para mudar.”

A reunião não deixou o presidente da CBB satisfeito. Carlinhos ligou duas vezes para Ely na tentativa de demovê-lo da ideia do encontro. “Não vou cancelar. Ele disse que não era o momento. Mas o momento é esse, temos de exigir mudanças. Se está difícil arrumar dinheiro agora você imagina depois da Olimpíada?”

O encontro no primeiro dia de agosto foi agendado antes do último sábado, quando o Brasil apresentou uma nova proposta à Fiba para o pagamento do débito ainda pelo convite para participar do Mundial da Espanha no ano passado. A seleção ainda corre risco de não ganhar vaga direta, mesmo sendo o país sede nos Jogos Olímpicos de 2016. A definição será conhecida apenas no dia 5 de agosto.

“Ficar fora da Olimpíada será um tiro na cabeça do basquete brasileiro”, comentou. “É uma dívida que já deveria ter sido paga há muito tempo.”

Ely reforçou ainda que não recebe qualquer repasse da CBB há pelos menos três anos. Anteriormente, segundo ele, existia uma ajuda de custo simbólica de R$ 1.500 a cada dois meses. “Para falar que não recebemos nada, eles mandaram seis bolas”, disse. E completa: “E acho que não temos de receber. Temos que procurar parcerias com empresas privadas, Governo, Prefeitura…”

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