‘Queremos ser competitivos no basquete’, diz presidente do conselho do Fortaleza
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‘Queremos ser competitivos no basquete’, diz presidente do conselho do Fortaleza

Demétrius Coelho Ribeiro explica, no entanto, que caminho precisa ser construído e que isso depende do orçamento

Marcius Azevedo

10 de julho de 2020 | 11h44

O Fortaleza entra no basquete para uma experiência inicial, mas espera não abandonar o esporte tão cedo e ser competitivo em breve. A afirmação é do presidente do conselho deliberativo, Demétrius Coelho Ribeiro, que concedeu entrevista exclusiva ao blog.

Ele explica o que ainda falta para o acordo com o Basquete Cearense ser fechado e confirmar o Fortaleza na próxima edição do NBB. Demétrius reforça que há necessidade da força da torcida para o projeto dar certo e espera encontrar um jogador que possa significar para o basquete o que Rogério Ceni fez para o futebol.


Demétrius Coelho Ribeiro, presidente do conselho deliberativo do Fortaleza. Foto: Neusa Pires

A ideia da parceria partiu de quem?
Uma assessoria em comum as duas agremiações fez a aproximação e iniciou-se daí as tratativas entre as duas executivas.

O que ainda falta ser decidido na parceria?
Questões orçamentárias, jurídicas, identidade visual, enfim… Acordos técnicos que precisam ser colocados em contrato, além, claro, da aprovação dessas questões pelo conselho deliberativo do clube.

A equipe vai usar qual logo? E os uniformes?
Os detalhes estão sendo definidos, porém os símbolos do Fortaleza serão priorizados.

O carcará vai continuar como mascote ou o leão vai ocupar o seu lugar?
Não há porque não continuar os dois juntos. A maior possibilidade aponta para isso.

O técnico Aberto Bial teve participação na parceria?
Não. Foi em nível de diretorias, porém foi consultado.

A montagem da equipe já está em andamento?
Por parte do Basquete Cearense já havia uma movimentação.

Vê como necessário contratar um nome de peso? Ter no basquete o que o Rogério Ceni é no futebol?
Sem dúvida que todo clube quer contratar bons nomes, nomes de destaque do basquete nacional, e entrar em competições para sairmos vencedores, assim como no futebol. Porém, só será possível de acordo com o que orçamento permitir. Se não for possível do dia para noite, é um caminho que tem que ser construído. Assim como construímos no futebol.

Leandrinho pode ser esse jogador?
Um grande atleta. Porém, ainda é cedo para definir nomes dessa envergadura.

O Fortaleza chega para ficar no basquete?
Será uma experiência inicial. Mas o objetivo é que seja um sucesso e que se torne efetiva para outras temporadas com objetivo de ser competitivo, chegar aos playoffs e com a ajuda do torcedor chegar o mais longe possível.

Como o Fortaleza encara o cenário de incertezas no esporte, incluindo o basquete, por causa da pandemia do novo coronavírus?
Com preocupação. Temos tido o cuidado de não atrasar os compromissos, porém precisamos encontrar novamente o ritmo de receitas pré-pandemia sob pena de atingir todos os setores do clube. Por enquanto com muito esforço os prejuízos tem sido estancados.

Com esta parceria teremos duas equipes fortes no Nordeste – a Unifacisa se consolidou no esporte. Como vê o basquete se fortalecer fora do eixo Rio-São Paulo?
Não só o basquete, mas o esporte de um modo geral vem crescendo no Nordeste, principalmente através de clubes que vem adotando gestões modernas, participativas e transparentes.

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