Sampaio Correa pode ser solução para a CBB contra o boicote
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Sampaio Correa pode ser solução para a CBB contra o boicote

Diretoria do time do Maranhão não vai impedir atletas de defenderem a seleção feminina em evento-teste

Marcius Azevedo

19 de dezembro de 2015 | 18h08

Desde que Antonio Carlos Barbosa assumiu o comando da seleção feminina no lugar de Luiz Augusto Zanon, o Colegiado de Clubes se calou. Presidente do Corinthians/Americana, Ricardo Molina, líder do grupo que pede mudanças na gestão da CBB, estuda com calma quais serão os próximos passos.

A manutenção do boicote ao evento-teste dos Jogos Olímpicos do Rio, que acontece dias 15, 16 e 17 de janeiro do ano que vem está entre os temas que estão em discussão. Os clubes que participam da LBF ameaçam não liberar as atletas. Mas há uma brecha que pode favorecer Barbosa.

Apesar de fazer parte do Colegiado dos Clubes, o Sampaio Correa não trata o boicote como obrigação. A decisão, segundo apurou o blog, será das jogadoras. A diretoria não vai impedir ninguém de se apresentar à seleção.

Da lista divulgada ainda por Zanon e mantida por Barbosa, apenas três jogadoras são do Sampaio Correa: Iziane, Ramona e Nádia Colhado. Corinthians/Americana(4), América de Recife (3) e Santo André (2) são os outros clubes que tiveram atletas convocadas para o evento-teste.

Sampaio Correa em ação pela LBF (Paulo de Tarso Jr/Sampaio Basquete)

Sampaio Correa em ação pela LBF (Paulo de Tarso Jr/Sampaio Basquete)

No pior dos cenários, mesmo que os três times mantenham o boicote, Barbosa ainda poderá recorrer ao Sampaio Correa para completar o grupo, mesmo que não seja possível contar com 12 jogadoras no total, já que o time do Maranhão conta atualmente com duas estrangeiras (Crystal Bradford e Erica Wheeler) no elenco.

Além disso, há sempre chance de alguma jogadora furar o boicote do Colegiado de Clubes para defender o Brasil. A chance de disputar uma Olimpíada, principalmente em casa, pode pesar no momento de decidir o que fazer.

A CBB, neste momento, está em uma situação bastante confortável. Além de Barbosa trouxe Adriana Santos para ser coordenadora das seleções femininas. Campeã do mundo na Austrália em 1994 e dona de duas medalhas olímpicas (prata em Atlanta-1996 e bronze em Sydney-2000), ela pode convencer boa parte das jogadoras da importância de furar o boicote.

Vamos acompanhar os próximos capítulos desta novela.

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