Seleção feminina está no caminho certo com Zanon
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Seleção feminina está no caminho certo com Zanon

Marcius Azevedo

29 de setembro de 2013 | 16h04

A vaga para o Mundial da Turquia veio com mais sofrimento do que o imaginado – o Brasil perdeu na semifinal para Cuba e entrou pressionado para derrotar Porto Rico na disputa do 3º lugar (venceu por 66 a 56) -, mas o mais importante foi conquistar o objetivo de se garantir no torneio do ano que vem.

Com isso, o técnico Luiz Augusto Zanon pode continuar o seu trabalho de renovação da seleção brasileira para colher frutos nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Até lá, o planejamento do treinador será dar bagagem internacional para o grupo.

Não à toa, nas primeiras declarações após classificação, Zanon fez questão de frisar que há uma necessidade de intercâmbio, de enfrentar equipes europeias, asiáticas… O treinador quer sentar o mais rápido possível com os dirigentes da Confederação Brasileira de Basquete para definir os próximos passos da equipe.

“A formação de um grupo, nós já fizemos que era o mais difícil. Ter meninas dentro dessa faixa etária com capacidade de almejar alguma coisa era algo distante. Agora, o planejamento será fortalecer esse trabalho e processo iniciado em 2013”, comentou.

Zanon tem razão. Embora ele tenha, pouco antes da Copa América, decidido convocar jogadoras experientes, casos de Adrianinha, Karla e Chuca, todas com 34 anos e que dificilmente vão disputar os Jogos do Rio, o Brasil apresentou uma renovação que há tempos era necessária.

Damiris (20), Tatiane Pacheco (22), Patrícia Ribeiro (22) e Clarissa (25) foram titulares da equipe na Copa América, sentiram o que e jogar sob pressão e, com certeza, serão fundamentais daqui três anos, nas Olimpíadas, quando terão muito mais experiência.

Vale lembrar ainda que o Brasil não contou com Érika na competição disputado no México. A principal jogadora da seleção ficou impedida de atuar por causa dos playoffs da WNBA, mas, com certeza, será parte importante no próximo passo do projeto de Zanon na seleção.

Estamos no caminho certo!

Seleção ficou em 3º na Copa América do México (Samuel Vélez/Fiba)

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