Símbolo da ‘Geração Dourada’ da Argentina, Scola é ovacionado ao se despedir da seleção
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Símbolo da ‘Geração Dourada’ da Argentina, Scola é ovacionado ao se despedir da seleção

Pivô de 41 anos fez o último jogo diante da Austrália, na eliminação pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Marcius Azevedo

03 de agosto de 2021 | 13h17

A vitória da Austrália diante da Argentina foi histórica. A partida válida pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio encerrou uma das trajetórias mais vitoriosas de um jogador por sua seleção. Aos 41 anos, Luis Scola não vestirá mais o número 4 da equipe ‘albiceleste’.

Não à toa, todos presentes na Saitama Super Arena pararam para aplaudi-lo. O pivô foi ovacionado por dois minutos até mesmo pelos adversários. Recebeu abraços e cumprimentos, e claro, se emocionou. As lágrimas caíram fáceis assim como os incontáveis arremessos da cabeça do garrafão.


Scola sai de cena na seleção da Argentina. Foto: Kimimasa Mayama / EFE

A trajetória de Scola se mistura com o sucesso da seleção Argentina no basquete. Ele fez parte da ‘Geração Dourada’, que conquistou o improvável ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, derrotando os Estados Unidos na semifinal e passando pela Itália na decisão.

Foram mais de duas décadas com o numero 4 da Argentina às costas. Além do ouro, Scola conquistou ainda uma medalha de bronze em Pequim-2008. Em Mundiais foram duas pratas. A primeira em 2002, em Indianápolis, quando perdeu da antiga Iugoslávia, e, mais recentemente, em 2019, na China, na final diante da Espanha.

“Quanta emoção nesse último aplauso! Obrigado por nos ensinar tanto nestes anos e por sempre dar o exemplo. Um grande companheiro. Eu aplaudo de pé”, escreveu Manu Ginobili, outro integrante da ‘Geração Dourada’, nas redes sociais. “Ainda estou um pouco emocionado. Que profissional! Que ética de trabalho, compromisso… Que facilidade para marcar pontos!”, acrescentou.

Os atuais companheiros também se emocionaram. “A verdade é que foi muito emocionante, sinceramente as palavras não chegam neste momento, estão aquém do que ele significa para todos nós”, afirmou Marcos Delía, em entrevista à EFE.

Até os rivais, como Patty Mills, enalteceram Scola. “Ele tem sido uma inspiração para muitas pessoas no mundo, incluindo os australianos. Nós o vimos ganhar uma medalha de ouro (em Atenas-2004), jogando na NBA, você o vê agora, e ele é sempre uma inspiração, e há um enorme respeito por ele.”

Scola saiu de cena. E levou consigo o objeto que amou durante duas décadas na seleção argentina: a bola.

Tudo o que sabemos sobre:

Olimpíada 2020 TóquiobasqueteLuis Scola

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.