‘Temos uma equipe qualificada. Podemos surpreender nos playoffs’, avisa Betinho, da Unifacisa
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‘Temos uma equipe qualificada. Podemos surpreender nos playoffs’, avisa Betinho, da Unifacisa

Mata-mata do NBB começa nesta quarta-feira; equipe de Campina Grande tem o Mogi das Cruzes como primeiro desafio

Marcius Azevedo

20 de abril de 2021 | 17h06

A bola sobe nesta quarta-feira, às 19h, para o primeiro confronto entre Unifacisa e Mogi das Cruzes pelas oitavas de final dos playoffs do NBB. Referência da equipe de Campina Grande, Betinho, em entrevista exclusiva ao blog, vê o time pronto após um início complicado na temporada, inclusive com mudança de treinador, e com qualidade para surpreender os favoritos.

Como imagina que será o confronto com o Mogi (uma vitória e uma derrota na fase de classificação?
Tem tudo para ser bem equilibrado, como a fase de classificação mostrou. Duelo em aberto, o avanço nos playoffs vale muito para ambas as equipes, então vai ser disputado bola a bola, tenho certeza disso. Nosso time quer demais essa vaga, essa classificação, e vou deixar tudo em quadra para transformar esse desejo em realidade.


Betinho em ação pela Unifacisa na temporada regular do NBB. Foto: Unifacisa/Divulgação

Até onde esta equipe pode chegar?
Até onde a gente fazer por merecer (risos). Temos uma equipe muito qualificada, talentosa, então podemos surpreender nos playoffs. Ajustes são necessários e trabalhamos em cima disso durante o período de treinamento. Agora é esperar a bola subir e batalhar muito para fazer história com a Unifacisa.

A Unifacisa não começou bem o NBB, trocou de treinador e melhorou bastante o rendimento. O que explica esta mudança?
Mudamos muito, na verdade. Os conceitos usados pelos treinadores são bastante diferentes, e isso leva tempo de adaptação. Fizemos a pré-temporada com o Filet, logo depois o Cesar assumiu. Quando ele teve tempo de treino para ajustar, as coisas começaram a fluir melhor. A mudança é por conta dessa adaptação, e muito trabalho, lógico. Conseguimos encontrar um jeito de jogar, cada um encontrar seu papel no time, e evoluímos ao longo do campeonato.

O quanto conhecer o Cesar Guidetti facilita para você? Como tem sido o trabalho dele lá em Campina Grande?
Conhecer o Cesar me ajuda muito, realmente. Nos conhecemos há 15 anos, trabalhei com ele na base, nas duas últimas temporadas, e nosso relacionamento é bem maduro. Ele sabe como rendo melhor, e isso é ótimo. Ele é muito estudioso, gosta do que faz, e isso foi fundamental no processo de ajuste do time.

O que está achou do formato do NBB, com etapas sediadas, inclusive agora nos playoffs?
A Liga está fazendo o que pode dentro do cenário atual, e assim eu acredito que foi uma decisão correta. Devemos evitar ao máximo o risco de contaminação por esse vírus miserável, e, no formato atual, temos segurança para treinar e jogar. Eu me sinto seguro dessa forma, então gostei do formato.

Com este momento complicado (pior até aqui) da pandemia no Brasil, os jogadores realmente se sentem seguros?
Eu me sinto seguro para jogar. Não posso falar em nome de todos, mas eu me sinto seguro, sim. Como disse, dentro do que vivemos hoje, é a forma correta de ser feita para que a exposição seja reduzida (jogar sem torcida, em formato de bolhas, entre outras ações).

Como foi participar do Jogo das Estrelas?
Ah foi muito especial. Sempre tive muita vontade de participar, na temporada passada acabou não rolando por conta da pandemia, mas desta vez aconteceu. Foi bem legal, ainda mais porque meu time venceu (risos). Espero que na temporada que vem eu esteja no Jogo das Estrelas novamente, e que desta vez tenha a torcida para deixar ainda mais especial.

Como foi entrar no seleto grupo dos 10 maiores pontuadores da história do NBB?
Entrar nesse seleto grupo é o maior orgulho da minha carreira. Se você pegar a lista, só tem craque, MVPs, com títulos, passagens pela seleção, histórias fantásticas. Estar lá é fantástico. Tenho certeza que minha carreira não chega perto das que eles construíram, e por isso, colocar meu nome nessa lista, é um orgulho imenso. Almejo algumas coisas ainda, talvez um top 5 até o fim da minha carreira. Vamos ver (risos).

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