Tóquio é logo ali para o renascido basquete feminino brasileiro
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Tóquio é logo ali para o renascido basquete feminino brasileiro

Seleção se garante no pré-olímpico mundial e tem mais chances do que o masculino de ir aos Jogos Olímpicos

Marcius Azevedo

18 de novembro de 2019 | 16h18

Em junho deste ano, pouco tempo depois de assumir o comando da seleção brasileira feminina de basquete, o técnico José Neto admitiu que seria muito difícil classificar o Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

“É uma competição injusta porque vamos enfrentar seleções que estão trabalhando há quatro anos e estamos no começo”, me disse o treinador.


Brasil se garantiu no pré-olímpico mundial no final de semana. Foto: Fiba

Estamos em novembro e tudo mudou.

A seleção conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em agosto, o bronze na Copa América de Porto Rico, em setembro, e, no último final de semana, garantiu sem sustos (bater Colômbia e Argentina com facilidade) uma vaga para o pré-olímpico mundial, entre os dias 6 a 9 de fevereiro de 2020.

Hoje o feminino tem muito mais chance do que o masculino de ir para Tóquio.

O momento bastante positivo e o formato do pré-olímpico ajudam na explicação. No feminino são 14 países em busca de 10 vagas, já que Estados Unidos e Japão, que vão disputar o torneio, já estão classificados para os Jogos Olímpicos.

Serão quatro grupos, com quatro seleções cada. As sedes serão China (Foshan), França (Bourges), Bélgica (Ostend) e Sérvia (Belgrado). Nos grupos de Estados Unidos e Japão, apenas dois países vão se classificar, enquanto nos demais, os três primeiros se garantem em Tóquio.

Além de Brasil, Estados Unidos e Japão, o pré-olímpico mundial vai contar com Canadá, Porto Rico, Sérvia, França, Suécia, Espanha, Grã-Bretanha, Bélgica, China, Austrália, Coreia do Sul, Nigéria e Moçambique.

O sorteio será no dia 27 de novembro, na sede da Fiba, na Suíça, com transmissão ao vivo. As chaves serão divididas de acordo com os critérios continentais para o equilíbrio da disputa.

“Sabemos da importância e da tradição do basquete feminino no Brasil. E desde que entramos, trabalhamos para dar a nossas meninas a atenção e condição de trabalho que elas merecem. O basquete feminino do Brasil é muito grande, campeão do mundo, e estamos de volta ao cenário internacional, recuperando o respeito das rivais”, afirmou o presidente da CBB, Guy Peixoto Jr., em entrevista ao site da entidade.

No masculino serão 24 países em ação em busca das últimas quatro vagas. As sedes serão na Croácia (Split), Sérvia (Belgrado), Lituânia (Kaunas) e Canadá (Victoria) e apenas o campeão do grupo, que contará com quatro equipes, vai para Tóquio. O sorteio também será no dia 27 de novembro e o torneio acontece entre os dias 23 e 28 de junho.

Além do Brasil, Angola, Senegal, Tunísia, República Dominicana, México, Porto Rico, Uruguai, Venezuela, China, Coreia do Sul, Nova Zelândia, República Tcheca, Alemanha, Grécia, Itália, Polônia, Rússia, Eslovênia e Turquia.

Tendências: