Vice da FPB se defende e pede que clubes cobrem presidente
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Vice da FPB se defende e pede que clubes cobrem presidente

Em nota aos filiados, Marco Antonio Aga nega envolvimento no caso em que Enyo Correia é suspeito de estelionato

Marcius Azevedo

16 de setembro de 2019 | 23h18

Às vésperas de uma reunião entre o presidente da Federação Paulista de Basquete, Enyo Correia, e os clubes, agendada para quarta-feira, o primeiro vice-presidente da entidade, Marco Antonio Aga, enviou uma nota de esclarecimento aos filiados para se defender. Documento que o blog teve acesso com exclusividade.

A nota foi motivada pela informação publicada pelo blog sobre o indiciamento do presidente da FPB sob acusação do crime de estelionato após investigação conduzida pelo 65º Distrito Policial de São Paulo. Enyo abriu a SPM Comércio e Promoção de Eventos Esportivos, com sede em Caçapava, interior de São Paulo, para emitir os boletos em nome da FPB.


Marco Antonio Aga, vice-presidente da FPB. Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Aga cita ainda ‘alguns amigos que atuam no basquete’ que teriam informado que o presidente da FPB estaria fazendo ‘insinuações falsas’ sobre ele.

O vice-presidente relata toda sua trajetória na FPB, que começou há seis anos, quando foi convidado por Toni Chakmati, falecido em setembro de 2015. A morte do presidente fez Enyo assumir o cargo. Na sequência, Aga afirma que ‘coisas estranhas’ aconteceram durante o mandato de Enyo e cita uma ‘manobra’ que o dirigente teria feito buscando se ‘eternizar’ na cadeira de presidente.

“Uma ata foi registrada em cartório alterando o Estatuto da FPB, permitindo que o presidente da FPB possa se candidatar no máximo em três eleições consecutivas. Na assembleia que aprovou esta mudança, não havia quórum necessário para aprovação”, escreveu Aga.

‘Na mesma ata (…) o mandato do atual presidente quando assumiu a FPB, após o falecimento do Toni Chakmati, foi um mandato ‘tampão’, não sendo computado como seu primeiro mandato”, continuou.


Enyo Correia, presidente da FPB. Foto: Divulgação/FPB

Sobre o caso da investigação, Aga diz que só descobriu o que Enyo fez após ser questionado por um dirigente e ter ido buscar informações.

“Participei de algumas reuniões de diretoria na sede da FPB, outras nem sequer fui convidado, mas jamais, repito, jamais, nas que participei foi colocada em pauta uma autorização para o atual presidente abrir uma empresa em seu nome para administrar as finanças da FPB”, escreveu. “Isso jamais poderia ter acontecido”, acrescentou.

Aga pede ainda para que os clubes exijam o afastamento do presidente se ‘ele não apresentar todos os extratos bancários da SPM desde sua abertura (abril de 2017) até os dias atuais’ e que ‘façam uma auditoria nas contas da FPB e da empresa’ de Enyo.

Por fim, o vice-presidente nega qualquer participação no episódio. Os boletos que derem início ao inquérito contra Enyo foram encontrados na estação de metrô Artur Alvim sem uma explicação. O presidente da FPB sempre disse que tudo isso era um ‘ato político’ por causa da proximidade da eleição para presidente da entidade.

“Há meses não frequento a sede da FPB, registro aqui que nunca tentei atrapalhar sua gestão ou que tive algum problema pessoal com ele, sempre me comportei como vice-presidente, ou seja, meu cargo é de expectativa para substituir o presidente em sua ausência”, escreveu. “Finalizo, torcendo para que o basquete paulista continue sua trajetória de sucesso, mesmo passando por um momento tão triste e constrangedor.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.