Zanon continua no comando da seleção feminina
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Zanon continua no comando da seleção feminina

Zanon terá o contrato renovado e vai continuar o trabalho para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016

Marcius Azevedo

02 de outubro de 2014 | 12h09

O presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Carlos Nunes, deu o primeiro passo para que o basquete feminino possa continuar o processo de renovação da seleção brasileira principal.

Nunes confirmou com exclusividade ao blog que o técnico Luiz Augusto Zanon terá o contrato renovado e conduzirá o trabalho até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. “Zanon continua”, respondeu o dirigente ao ser questionado por mensagem sobre o fim do contrato do treinador.

Logo depois da eliminação do Mundial da Turquia, na quarta-feira, Zanon afirmou que não sabia se iria continuar no comando da seleção, já que seu contrato terminou com o fim da participação do Brasil, eliminado pela França nas oitavas de final da competição.

Apesar da campanha não ter sido positiva – apenas uma vitória em quatro jogos e o 12º lugar -, o Brasil apresentou uma evolução desde março do ano passado, quando Zanon foi contratado para o ocupar o lugar de Luiz Cláudio Tarallo.

Zanon terá o contrato renovado pela CBB

A permanência de Zanon era importante para o time não perder o pouco que conquistou neste período. Claro que falta muito para o Brasil voltar aos bons tempos, quando foi campeão mundial, há 20 anos, em uma geração que tinha Hortência, Paula e Janeth.

Há necessidade de um melhor planejamento para revelar mais jogadoras. Há necessidade de um esforço conjunto para que promessas possam se tornar realidade. Há necessidade de menos críticas e mais trabalho para fortalecer o esporte novamente.

Apenas o primeiro passo foi dado.

A CBB precisa fazer ajustes na atual gestão, dar mais atenção ao basquete feminino, investir na formação, levar jogadoras para intercâmbio… A LBF (Liga de Basquete Feminina) precisa continuar crescendo, abrir espaço para atletas jovens se desenvolverem.

É uma mudança que se faz necessária (e ficou escancarada pela campanha no Mundial) para o basquete feminino ter algum futuro.

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