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A (não muito) doce vida de um campeão de Grand Slam

Mateus Silva Alves

06 de outubro de 2014 | 19h00

Os resultados de Stanislas Wawrinka depois da conquista do título do Aberto da Austrália não foram exatamente aqueles que o mundo esperava de alguém que entrou no seletíssimo grupo dos campeões de Grand Slam. Ele venceu o Masters 1000 de Montecarlo de maneira brilhante, é verdade, mas não fez muito mais do que isso. Em Roland Garros, em Wimbledon e no Aberto dos Estados Unidos, o suíço de alguma maneira decepcionou seus fãs. E a explicação, como quase sempre no tênis,  não está na raquete. Está na cabeça.

Wawrinka reconheceu que a conquista do título em Melbourne o deixou um tanto perdido na vida. Depois de conquistar uma coisa com a qual sonhou por muitos anos, ele se perguntou qual era o próximo objetivo e não obteve resposta. Talvez esteja se perguntando até hoje.

Assim como o suíço, muitos outros antes dele também tombaram depois de chegar ao topo. Alguns se reergueram com muita força – como Gustavo Kuerten, que passou por maus bocados após vencer Roland Garros pela primeira vez, mas depois se firmou como um grande campeão. Outros, no entanto, ficaram pelo caminho e vão passar o resto da vida contemplando uma taça e imaginando que poderiam ter ganho mais algumas iguais àquela.

Então chegamos a Marin Cilic. O croata está hoje em uma posição igualzinha à de Wawrinka logo depois de seu título na Austrália. O croata realizou em Nova York o sonho de ser campeão de um Grand Slam e agora tem de dar prosseguimento à carreira simplesmente porque a outra opção, parar de jogar, não parece nem um pouco atrativa. Como várias vezes antes, o mundinho do tênis se pergunta qual Cilic veremos agora: um campeão cheio de confiança ou um bom jogador desprovido de foco?

O Masters 1000 de Xangai, que teve a chave principal inaugurada nesta segunda-feira, deu uma pista sobre o futuro de Cilic e ela não foi nada animadora. Logo na estreia, o croata perdeu para o compatriota Ivo Karlovic, um sacador supersônico, é verdade, mas muito menos talentoso do que Cilic. A desconfiança está no ar e cabe ao campeão do Aberto dos Estados Unidos acabar com ela. A primeira oportunidade ele desperdiçou, mas muitas outras ainda virão. Talvez seja o caso de pedir alguns conselhos a Wawrinka.

p.s.: este blog entra em operação nesta segunda-feira para falar de um esporte que apaixona milhões e milhões de pessoas em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil, evidentemente. Assim sendo, os que conhecem as delícias do tênis são muito bem-vindos por aqui. E os que não conhecem, também.

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