E a festa vai começar em Melbourne
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E a festa vai começar em Melbourne

Por 14 dias, os fãs de tênis vão se deliciar com o primeiro Grand Slam do ano, disputado nas madrugadas e manhãs do Brasil

Mateus Silva Alves

18 de janeiro de 2015 | 17h30

Logo mais terá início o primeiro Grand Slam da temporada, o que para os fãs de tênis como eu e você equivale a 14 dias praticamente sem pensar em outra coisa. Como os jogos serão nas madrugadas e manhãs do Brasil, não é absurdo dizer que sonharemos com aces, winners e drop shots nas duas próximas semanas.

Aqui vai uma análise do que poderão fazer no Aberto da Austrália os principais favoritos ao título – e alguns azarões também, é claro. E nada de palpites, porque isso dá um azar danado…

 

Chave masculina:

Novak Djokovic – Parte obrigatoriamente como favorito maior em todos os torneios que disputa – afinal, é o número um do mundo. Mas chegou a Melbourne cheio de incertezas, tendo até cancelado um treino neste domingo. Há suspeitas de que não está em boa forma, e isso pode ser fatal. De qualquer maneira, não deve ter muitos problemas em sua chave, pelo menos até as quartas de final.

Roger Federer – É o jogador do momento, apesar dos 33 anos. Está em boa forma, cheio de confiança e coisa e tal, mas há um problema: o suíço tem fracassado repetidamente nas rodadas finais dos Grand Slams. Com Nadal no caminho até a decisão, isso é uma preocupação e tanto.

Rafael Nadal – Depois de jogar bem pouco no segundo semestre do ano passado, está de volta. Mas chegou a Melbourne dizendo que não está preparado para ganhar, já que a forma física não é a ideal. Seus resultados no começo do ano realmente não foram bons, mas isso me parece apenas conversa para deixar os adversários animados. Quando a coisa é para valer, o espanhol vira um gigante. Eu jamais apostaria contra ele.

Andy Murray – Ainda está à procura de seu melhor jogo, que ele deixou para trás em algum lugar de 2013. Para piorar, deve cruzar com Federer nas quartas. É pouco provável que passe pelo suíço, que o trucidou no ATP Finals.

Stan Wawrinka – O atual campeão também perdeu seu melhor tênis em algum lugar do passado. E não parece que vai encontrá-lo em Melbourne.

Os outros – Kei Nishikori está lá para fazer barulho de novo e pode cruzar com Djokovic nas semifinais (como no Aberto dos Estados Unidos, em que o japonês levou a melhor). Se o sérvio não estiver bem, pode dançar mais uma vez. Milos Raonic e Grigor Dimitrov têm potencial para ir longe, mas chegar à final parece um pouco demais para eles.

 

Chave feminina:

Serena Williams – Se conseguir jogar o seu melhor tênis, vai ganhar o torneio. O problema é que ela nem sempre consegue. Com Serena, não há meio termo: ou ela levanta a taça, ou cai precocemente. E a primeira possibilidade me parece maior do que a segunda.

Maria Sharapova – Para ser campeã precisa jogar tudo o que sabe e torcer para Serena não fazer o mesmo, porque a russa é uma freguesa eterna da americana. Seja como for, é a segunda maior candidata ao título, o que não é pouca coisa.

Petra Kvitova – É a principal adversária das duas maiores favoritas. Agora que aprimorou sua forma física (em outras palavras, perdeu peso), a checa está em condições de jogar o melhor tênis de sua vida. E de ganhar o torneio.

As outras – Simona Halep e Eugenie Bouchard, as sensações de 2014, têm chances de título, especialmente a romena, que pegou uma chave mais amigável (Bouchard pode cruzar com Sharapova nas quartas, o que não é bom negócio). Caroline Wozniacki, vice-campeã do Aberto dos Estados Unidos, também pode ir longe em Melbourne, mas ela é uma jogadora que depende demais dos erros das adversárias, especialmente de Serena Williams, para quem costuma perder (aliás, perder para Serena é uma rotina para praticamente todas as jogadoras do circuito). E Victoria Azarenka, que comeu o pão que o diabo amassou em 2014, pode fazer estrago, mas é pouco provável que conquiste o tricampeonato do Aberto australiano neste ano.

Agora é só sintonizar nos canais ESPN (ou no site oficial do torneio, www.ausopen.com) todo santo dia, às 22 horas, e ver tênis até o sol raiar.

 

Enquanto o torneio não começa, o simpático Djokovic oferece chocolate aos jornalistas

Enquanto o torneio não começa, o simpático Novak Djokovic oferece chocolate aos jornalistas

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