Mais decepções para os donos da festa
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Mais decepções para os donos da festa

Lleyton Hewitt e Samantha Stosur, os dois australianos mais vitoriosos da atualidade, dão adeus ao Aberto de seu país

Mateus Silva Alves

22 de janeiro de 2015 | 17h39

Em poucas horas, deram adeus ao Aberto da Austrália os dois jogadores australianos que têm no currículo títulos de Grand Slam – Lleyton Hewitt e Samantha Stosur. Não que os torcedores locais tivessem alguma esperança de que eles ganhassem o torneio, pois tanto Hewitt (33 anos) quanto Stosur (30) já estão bem longe de seus melhores dias, mas ainda assim é duro para os australianos ver seus principais representantes caírem logo na segunda rodada, e diante de adversários pouco expressivos – o alemão Benjamin Becker e a americana Coco Vandeweghe. Sobrou para os aussies torcer para dois moleques (Nick Kyrgios e Bernard Tomic) e um sacador maluco (Sam Groth). Aos 19 anos, Kyrgios é quem tem mais pinta de que pode se tornar um grande jogador. Campeão juvenil do Aberto da Austrália há dois anos, ele chegou às quartas em Wimbledon no ano passado, deixando Rafael Nadal pelo caminho, mas ainda parece um pouco cedo para pensar em algo mais do que isso em Melbourne. Já Tomic, de 22 anos, também campeão juvenil na Austrália (2008), tem no currículo mais confusões do que bons resultados, especialmente por causa de seu pai, um especialista em afundar a carreira do filho. E Groth, convenhamos, já pode se dar por feliz por ter chegado à terceira rodada (quando, aliás, vai jogar justamente contra Tomic).

Quanto aos favoritos, o de sempre. Novak Djokovic maltratou o russo Andrey Kuznetsov e Serena Williams só teve trabalho no primeiro set contra Vera Zvonareva, russa que já foi número dois do mundo, mas teve a carreira prejudicada por uma lesão de ombro. E Petra Kvitova, em ótima forma, passou por cima da alemã Mona Barthel. Para o sérvio, a americana e a checa, o torneio ainda não começou para valer.

O destaque: Victoria Azarenka
Ganhou com enorme autoridade da dinamarquesa Caroline Wozniacki, a cabeça de chave número oito. Ao lado de Kvitova, está jogando o melhor tênis da chave feminina em Melbourne e deve cruzar com Serena nas quartas. A número um tem motivos para estar preocupada.

O susto: Kei Nishikori
O japonês, vice-campeão do último Grand Slam, sofreu horrores para eliminar o croata Ivan Dodig, parceiro de Marcelo Melo nas duplas. O lado ruim: Nishikori se desgastou antes da hora. O lado bom: ele deverá entrar mais ligado na próxima rodada.

O papelão: Andy Murray
Leva essa sem ter entrado em quadra. Pelo Twitter, reclamou que Nadal foi tratado como herói por ter vencido um jogo em que passou mal e ele foi criticado na Inglaterra quando ganhou uma partida do Aberto dos Estados Unidos em que teve câimbras. Agiu como um bebê chorão o escocês.

O jogão: Jerzy Janowicz x Gael Monfils
Monfils em quadra é garantia de diversão, e na segunda rodada não foi diferente. Só que o francês quebrou a cara diante do sacador polonês e o Aberto da Austrália ficou sem uma de suas melhores atrações.

A próxima jornada
A sessão noturna da Arena Rod Laver (matutina pelo horário brasileiro) terá em ação dois favoritos que passaram raspando pela segunda rodada. Às 6h (de Brasília), Maria Sharapova vai encarar Zarina Diyas, do Casaquistão, na condição de absoluta favorita. Mas ela tinha essa condição na rodada passada e jogou tão mal que teve de salvar dois match points contra a também russa Alexandra Panova. Logo depois, Rafael Nadal enfrentará o israelense Dudi Sela dois dias após ter quase desmaiado e quase vomitado (segundo suas palavras) contra o americano Tim Smyczek. Em condições normais, o espanhol ganha sem sustos, mas é bom ficar de olho. Por volta de 2 da manhã, Roger Federer vai enfrentar o italiano Andreas Seppi e qualquer coisa que não seja uma vitória tranquila do suíço será zebra.

Imagem do dia

Horas antes de enfrentar Rafael Nadal, Dudi Sela posa com um animal um pouco mais amigável

Horas antes de enfrentar Nadal, Dudi Sela posa com um animal um pouco mais amigável

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