O ‘vovô’ Federer não dá o menor sinal de cansaço
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O ‘vovô’ Federer não dá o menor sinal de cansaço

Aos 33 anos, suíço continua com grande vigor físico. E mostrou isso na decisão do Masters 1000 de Xangai

Mateus Silva Alves

12 de outubro de 2014 | 21h34

Roger Federer é um sujeito de sorte. Tudo bem, é preciso admitir que sorte não é a principal explicação para o seu descomunal sucesso como tenista, mas que ela ajuda, isso ajuda. É pouco provável que o tênis tenha visto antes alguém jogar tão bem aos 33 anos. Andre Agassi é o primeiro nome que vem à cabeça, mas o americano não estava tão exuberante quanto o suíço aos 33. Nem Jimmy Connors, outro exemplo de longevidade tenística. E o que a sorte tem a ver com isso? Simples: Federer está há mais de 15 anos no circuito profissional sem sofrer nenhuma lesão grave. E isso é uma questão de sorte.

Qualquer um que conheça alguma coisa de esporte, qualquer esporte, sabe que a duração da carreira de um atleta depende muito menos de sua idade do que do seu histórico de lesões. E, no caso de Federer, esse histórico é uma página em branco. Seu corpo não é marcado por cicatrizes como o de Rafael Nadal, seu grande rival. Nem como o de Gustavo Kuerten, que durou pouco no circuito por causa de um problema no quadril. É por isso que o suíço continua bailando pelas quadras do planeta como se fosse um garotinho.

Federer mostrou seu vigor físico na final do Masters 1o00 de Xangai, contra Gilles Simon, e, principalmente, na semifinal, quando dominou Novak Djokovic, o melhor jogador da temporada e alguém famoso por ter um preparo atlético espetacular. E certamente vai continuar mostrando por um bom tempo, para a felicidade de seus fãs, que não são poucos.

É verdade que a sorte não ajudaria muito Federer se ele não fosse inteligente. O suíço sabe que não pode disputar o número de torneios que disputava aos 20 anos e, por isso, escolhe com critério os eventos de que participa. Agassi também agia assim e foi por essa razão que conseguiu jogar até os 36 anos – e muito bem. Menos é mais, diria o filósofo de botequim.

Com a 81.ª taça de torneio da ATP em sua estante, Federer pode se dar ao luxo de pensar em terminar o ano na liderança do ranking. É verdade que ele está quase mil pontos atrás de Djokovic, mas ainda há três torneios importantes a disputar (ATP da Basileia, Masters 1000 de Paris e ATP Finals) e, portanto, muitos pontos estão em jogo. Tirar o sérvio do topo do ranking é obviamente um desafio complicadíssimo, mas Federer é capaz de superá-lo. E Djokovic sabe muito bem disso.

 

Roger Federer beija em Xangai a 81.ª taça de sua gloriosa carreira

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