Todo mundo com a cabeça em Londres
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Todo mundo com a cabeça em Londres

Corrida para participar do último torneio da temporada mexe com o calendário e o humor dos tenistas

Mateus Silva Alves

14 de outubro de 2014 | 22h25

Na semana passada, Andy Murray fez algo, digamos, exótico para alguém do seu nível. Em uma época do ano em que os chefões do circuito tiram o pé do acelerador e já começam a pensar nas férias, o escocês pediu convite para disputar o ATP de Viena, torneio que não estava em seu calendário e do qual ele jamais participaria em condições normais – isso porque a competição austríaca dá apenas 250 pontos no ranking mundial, o menor nível de pontuação dos eventos de elite. Mas, afinal, quais são as condições anormais que levaram Murray a querer jogar em Viena? A resposta: a corrida para o ATP Finals, em Londres.

Os oito melhores jogadores da temporada disputam a última competição da ATP do ano (a Copa Davis é da Federação Internacional de Tênis) e o nono melhor vai ao evento como reserva. No momento, Murray é o décimo colocado do ranking do ano. Uma situação muito diferente das temporadas anteriores, quando o escocês se classificou para o ATP Finals com tranquilidade. Murray precisa de pontos e, por isso, vai jogar o máximo que puder. Depois de Viena, é possível que ele vá para Valência, onde na semana que vem será disputado um torneio de 500 pontos para o campeão. Essa competição estava nos planos do escocês, depois saiu e pode voltar a qualquer momento. Tudo depende de quantos pontos ele vai precisar.

Os quatro primeiros do ranking já estão classificados para o ATP Finals: Novak Djokovic, Roger Federer, Rafael Nadal e Stanislas Wawrinka. As outras vagas serão disputadas a tapa por um punhado de jogadores que não vão se dar ao luxo de descansar na reta final da temporada. E a chamada “corrida para Londres” está mexendo com o humor dos competidores. Murray, por exemplo, queixou-se das vagas dadas obrigatoriamente aos campeões dos Grand Slams. Isso significa que Marin Cilic, sexto colocado do ranking do ano, vai jogar em Londres mesmo que não termine entre os oito primeiros. Ou seja, uma vaga a menos para Murray e seus colegas de corrida.

A briga está assim:

Novak Djokovic – 9010 pontos (classificado)

Roger Federer – 8020 (classificado)

Rafael Nadal – 6745 (classificado)

Stanislas Wawrinka – 4805 (classificado)

Kei Nishikori – 4265

Marin Cilic – 3990 (classificado)

Tomas Berdych – 3945

Milos Raonic – 3750

David Ferrer – 3715

Andy Murray – 3655

Grigor Dimitrov – 3450

 

ENTRE AS MULHERES

Por falar em melhores do ano, o WTA Finals, versão feminina do ATP Finals, será disputado na semana que vem em Cingapura, exatamente o mesmo lugar onde a seleção brasileira disputou um modorrento amistoso contra o Japão nesta terça-feira. E, ao que parece, Serena Williams, Maria Sharapova e companhia estão com muito mais cartaz por lá do que Neymar e seus colegas. As ruas da cidade estão cheias de cartazes convidando o público para assistir ao torneio da WTA, mas referências ao jogo entre brasileiros e japoneses eram raríssimas. A seleção pentacampeã do mundo já foi mais valorizada, definitivamente.

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