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A dura caminhada do Brasil em direção à Rússia

Com a ausência de Neymar Júnior, a Seleção vai entrar em campo nesta quinta-feira contra o Chile, sem grandes alternativas e precisando de um bom padrão tático para chegar ao Mundial de 2018.

Maurício Capela

07 de outubro de 2015 | 17h46

Em outros tempos… Tempos nem tão distantes assim. A cerca de 24 horas da estreia do Brasil nas Eliminatórias para Copa do Mundo, o jogo, se lembrado pela torcida, teria tom quase de amistoso.

A torcida verde-amarela se perguntaria, por exemplo, se valeria a pena entrar com a força máxima ou se não seria mais produtivo fazer alguns testes diante de adversários medianos, mas de bom futebol?

Pois bem, as folhas do calendário viraram uma a uma. E chegaram ao ano de 2015, um ano que marca o Brasil como coadjuvante no futebol e não mais como favorito na América do Sul.

Não… Não foram somente os nossos adversários outrora medianos que se desenvolveram no futebol, apesar de ser cristalina a desenvoltura com que Chile, nosso oponente na estreia, Colômbia e Equador têm tratado bem a bola.

Não! Nesse momento histórico em que está inserida a Seleção Brasileira há mais por refletir, por analisar e por elucidar. O Brasil desaprendeu a jogar futebol? A este blog, não parece.

O que sugere é que a safra, além de normal, e normal no Brasil já significa muito, deu frutos em menor quantidade. Não se tem um substituto imediato para Neymar Júnior, por exemplo. E aí se recorre aos frutos de ontem, como o hoje competente Kaká.

Não se tem também uma opção em mesmo nível pronta para Firmino, então tira-se do bolso do colete o nome de um artilheiro experiente, Ricardo Oliveira. E assim segue o momento do futebol brasileiro.

O Brasil, nos últimos dez anos, revelou ótimos zagueiros e atacantes velozes de lado de campo. E foi só. Você pode observar um Thiago Silva, um David Luiz, um Miranda, um Marquinhos, um Alex, um Juan e ter a certeza que a base cumpriu a tarefa de ofertar bons defensores.

Você também pode olhar para Felipe Anderson, Lucas, Taison, Dentinho, Pato, Robinho, entre outros, e notar que a base deu vazão a bons valores no ataque, mas não definidores de gol.

É justamente essa perversa combinação que desembocou no Mundial de 2014 e mantém a perseguição em direção a 2015. Qual seja? Evolução dos rivais, poucas opções na safra atual e responsabilidade em apagar péssimos resultados em competições.

Portanto, o Brasil que vai entrar em campo nesta quinta-feira diante do Chile é uma boa seleção, mas que não brilha. Brilha somente quando tem Neymar Júnior à disposição, o que não será o caso nesses primeiros jogos. Nessa balança, as escolhas do treinador vão fazer a diferença e Dunga sabe disso.

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