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A fiel da balança!

Corinthians vai receber o segundo colocado do grupo do Palmeiras, cujo todos integrantes ainda mantêm viva a chance de classificação; ao Palmeiras, uma vitória e fim da matemática, de qualquer dependência e dos olhares desconfiados da torcida.

Maurício Capela

08 de abril de 2016 | 15h25

O Campeonato Paulista chegará ao fim no próximo domingo. Quer dizer, a primeira fase da competição. Além dos entraves de sempre, turno único, pouco acréscimo técnico, fosso entre os clubes pequenos e grandes, bilheteria questionável, o certame, por obra e graça do acaso, poderá gerar alguma emoção na última rodada. Fruto, claro, da histórica rivalidade entre Corinthians e Palmeiras.

Aliás, nos últimos anos, o Palmeiras tem se especializado em criar embaraços para a torcida. E na primeira competição do ano não tem sido diferente, assim como na Copa Libertadores de América.

Líder do Grupo B do Paulista, o Palmeiras está à frente do Novorizontino por conta dos critérios. O clube grande tem uma vitória a mais, suficiente para o diferenciar dos 21 pontos somados por cada uma das equipes.

Tem mais. O terceiro colocado, São Bernardo, o quarto, a Ponte Preta, e o quinto, Ituano, todos, absolutamente todos ainda mantêm vivas as chances por uma vaga às quartas-de-final. É claro que há uma matemática danada em tudo isso, mas de toda forma não deixa de ser curiosa a situação do único grande time da chave, o Palmeiras.

O clube, inclusive, vai visitar no domingo o Mogi Mirim, candidato à Série A-2 do Paulista em 2017. Portanto, nas contas alviverdes, vitória simples e pronto, o Palmeiras estará nas quartas-de-final do regional. Mas se algo der errado, daí entrará em campo o fator Corinthians.

Classificado, melhor desempenho, melhor defesa da competição, o Corinthians vai receber o perigoso Novorizontino, talvez a real sensação do Paulista neste ano, e não a badalada Ferroviária.

A Ponte, que só está de olho, enfrentará o rebaixado Rio Claro. Já o Ituano vai jogar contra o classificado Red Bull Brasil e o São Bernardo pegará o desesperado Água Santa, que ainda luta para ficar na elite.

Portanto, pelo andar da carruagem, a Ponte Preta deverá fazer os três pontos, chegando aos 22 e alcançando a sexta vitória. Em outras palavras, se igualaria em número de triunfos com o líder da chave, o Palmeiras, levando em conta que o Verdão apenas empate com o Mogi Mirim.

Mas acaso um desastre se abata em Mogi e o Palmeiras perca para o desesperado time da cidade, em combinação com uma vitória da Ponte Preta, daí o Corinthians passará a ser uma das peças na operação “sem vexame”. Sem contar, o Água Santa e o Red Bull Brasil.

O ponto a favor do Palmeiras é que do outro lado tem um treinador que já provou não gostar de ilações, ou seja, Tite. Ainda que escale os reservas, mescle com os titulares, Tite vai cobrar empenho igual e, portanto, deixará o Novorizontino em uma incômoda situação.

Já o Água Santa não terá conta e tampouco ilação. Vencer e elite, eis a matemática de Diadema. E o Red Bull Brasil, classificado, certamente aproveitará para mandar um recado de que o profissionalismo é prática e não discurso.

Em outras palavras, de longe, nesse Grupo B, o Novorizontino é o que terá a pior tarefa pela frente. Está longe de se considerar já nas quartas-de-final ainda que hoje ocupe a segunda colocação. E precisará confirmar que não faz parte desse cenário por acaso, mas sim como resultado do bom trabalho desenvolvido há pelo menos três anos na equipe.

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