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A sorte não sorriu a todos na Copa do Brasil

Em tese, o lado dos paulistas São Paulo e Santos parece ser mais agradável do que o dos gaúchos Grêmio e Internacional, que enfrentarão, respectivamente, Fluminense e Palmeiras.

Maurício Capela

31 Agosto 2015 | 14h39

Madrasta para alguns… Parceira para outros… A bolinha da Copa do Brasil resolveu endurecer um dos lados da chave da Copa do Brasil e agora, mesmo sendo clichê, a sorte está lançada. Porque no sistema de mata-mata, a sorte costuma entrar em campo.

Portanto, se de um lado, é possível imaginar que o São Paulo elimine o Vasco, e o Santos passe pelo Figueirense, o mesmo não se pode dizer em direção ao outro chaveamento. O Palmeiras vai encarar o Internacional, ao passo que o Grêmio terá pela frente o Fluminense.

Do lado dos gaúchos, difícil estabelecer alguma previsão… Algum norte! Talvez o confronto entre gremistas e tricolores cariocas possa indicar um leve favoritismo para a metade azul de Porto Alegre (RS).

Mas no confronto entre Palmeiras e Internacional só perguntando mesmo para o Sobrenatural de Almeida, personagem inesquecível do tricolor Nelson Rodrigues, o tricolor do Rio, claro.

Pelo atual momento, o Palmeiras pode receber lá alguma indicação de leve favoritismo, mas com muita moderação. Time habituado a jogar no contragolpe, com jogadores rápidos e habilidosos, e repleto de opções no plantel, o clube paulista, se bem preparado, não terá problema em ser competitivo na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, onde ocupa a quarta colocação.

Já o Inter, depois da eliminação da Copa Libertadores, joga o Nacional apenas para se manter distante da zona do descenso, uma vez que estar no grupo dos quatro melhores vai, a cada rodada, tornando-se um sonho impossível.

Em outras palavras, o Internacional, se quiser, poderá tranquilamente centrar forças na Copa do Brasil e administrar o Nacional, onde ocupa uma posição mediana na tabela.

Portanto, colocando todos os pingos em cada um dos “is”, natural imaginar que tenhamos um São Paulo e Santos na semifinal da Copa do Brasil. Já o mesmo não pode ser dito em relação ao chaveamento do outro lado. Ali, qualquer combinação deve ser considerada normal, mesmo quando uma equipe parece cheirar a título.