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Agarre a Bola de Ouro!

Desempenho na Copa do Mundo no Brasil deverá ser decisivo na escolha do melhor do mundo e Manuel Neuer tem tudo para levar mais esse título para Alemanha.

Maurício Capela

02 de dezembro de 2014 | 15h40

A disputa pelo prêmio de Melhor Jogador do Mundo, com o crivo padrão-Fifa, já tem data, hora, local e protagonistas. Em Zurique, na Suíça, no dia 12 de janeiro do ano que vem, o mundo da bola vai conhecer o novo melhor do mundo entre o português Cristiano Ronaldo, detentor atual da honraria, o argentino Lionel Messi e o alemão Manuel Neuer.

A escolha, claro, é sempre difícil. E a deste ano, talvez, um pouco pior. Uma vez que ter um goleiro entre os principais jogadores na disputa pelo reconhecimento máximo sempre traz elementos novos à análise. Não dá para escrutinar a performance de um goleiro do mesmo jeito que se faz com um jogador de linha, ainda mais quando os outros dois concorrentes são talentosos e geniais atacantes.

Cristiano e sua insana perseguição por recordes o leva, e continuará levando, a um nível técnico que poucos sonham em se aproximar. Messi e sua genialidade o colocará sempre no páreo, enquanto mantiver condições físicas para isso. E Neuer? Neuer tem sido extraordinário.

Na comparação, talvez Neuer não leve muita vantagem, até porque, com sua sempre excelente colocação, poucas vezes faz defesas plásticas que ficam na memória de torcedores e imprensa. Mas seu talento à meta é indiscutível!

O que pesa favoravelmente ao goleiro alemão é que Neuer faturou a Copa do Mundo deste ano no Brasil, sendo que Cristiano Ronaldo, visivelmente no sacrifício, pouco fez. Já Messi, mesmo não tendo brilhado, pelo menos propiciou bons momentos à Argentina.

É justamente o Mundial que deverá pesar favoravelmente a Neuer, o que daria a honraria a um goleiro de ostentar o título de melhor jogador do mundo desde o russo Lev Yashin, vitorioso em 1963.

A Alemanha já andou perto com um camisa de número 1. Foi com Oliver Khan em 2002, quando o país ficou também com o vice-campeonato na Copa disputada no Japão e Coréia do Sul, perdendo a final para o Brasil. O melhor do mundo naquela ocasião foi o brasileiro Ronaldo.

Portanto, mesmo o futebol acostumado muitas vezes a colocar a lógica no banco de reservas, a tendência é que a Alemanha comece o ano sorrindo novamente. E com Manuel Neuer, de novo, como protagonista.

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