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Ave Adriano!

Atacante negocia a volta aos gramados com Le Havre, clube da segunda divisão da França. Exames médicos vão acontecer na segunda-feira.

Maurício Capela

31 de outubro de 2014 | 16h58

Adriano é um desses jogadores acostumados a rótulos. Da mesma forma que a bola sempre o procurou quando estava na área adversária, os apelidos nunca o deixaram só. O mais famoso deles, claro, o de Imperador!

Um apelido que está mais para comenda, já que lhe foi dado depois que começou a marcar gols em série com a camisa da Internazionale de Milão na temporada 2004/2005. Naquele tempo, o Imperador guardou quase um gol por jogo, foram 15 em 16 partidas! 

Adriano sempre foi muito talentoso. É um desses raros jogadores que alia força física a talento. Foi um tormento para quem o marcava, porque tirar a bola de seus pés estava longe de ser fácil.

Foi justamente essa combinação entre técnica e força que o fez viver um conto de fadas em Milão, além de dias inesquecíveis na Seleção Brasileira. E Adriano tinha tudo para ter marcado época com a “Amarelinha”. 

O Imperador reunia todos os pré-requisitos para substituir naturalmente uma linhagem extraordinária de camisas número 9 do Brasil. A saber: a de 86 foi de Careca; a de 90 e 94 foi de Romário; a de 98, 2002 e 2006 foi de Ronaldo. Portanto, o eterno ídolo da torcida do Flamengo seria por direito o dono do trono!

No entanto, a mistura de problemas pessoais, com falta de empenho em treinos, resultou em uma interrupção nesse ciclo que tinha tudo para terminar com um final feliz! Adriano é craque! Melhor… Adriano poderia ter sido craque!

Agora, o Imperador de Milão está disposto a ampliar o reino. Desta vez, não será tão fácil assim. Se a primeira divisão do Campeonato Francês não guarda lá um grande nível técnico, imagine o segundo quadro. E é disso que se trata. Adriano está disposto a vestir a camisa do pequeno Le Havre, clube da segunda divisão francesa, e levá-lo à primeira na próxima temporada.

Possível? Sim, o é! Se não exibe mais àquela condição física dos tempos de juventude, Adriano aos 32 anos ainda tem boa lenha para queimar. Seu faro de gol, certamente, ainda está intacto e se conseguir reunir o mínimo aceitável de preparo, beneficiará o clube francês.

Agora, seria interessante que Adriano chutasse para escanteio essa conversa de “nova chance”. Recomeço e Adriano não falam a mesma língua.

Toda vez que essa palavra surgiu, algo deu errado para o atacante. Foi assim no São Paulo, na Roma, no Corinthians, Atlético Paranaense e até na terceira passagem pelo Flamengo. Quando nada deram por ele, o atacante surpreendeu.

Portanto, ao que tudo indica, Adriano está próximo do retorno aos gramados. Basta passar no exame médico e exercitar os músculos, porque a bola naturalmente voltará a lhe ajudar. Se não como antes, certamente ela não o fará passar vergonha.

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