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“B” de Brasil, “B” de Barcelona!

Gabriel e Malcom, revelações do futebol brasileiro, estariam na mira do Barcelona.

Maurício Capela

19 de dezembro de 2014 | 20h18

A bola mal parou de rolar no Brasil e os clubes resolveram tirar a sacola do armário e seguir em direção ao mercado, ao mercado da bola. E pela vontade com que foram às compras, miséria será um artigo raro nas festas de fim de ano, principalmente no Estado de São Paulo, onde o apetite está visivelmente mais aguçado.

Dos quatro principais clubes paulistas, somente o Santos parece mais acanhado. O Papai Noel alvinegro dá indícios de que a ceia será bem mais modesta, longe da fartura dos últimos anos.

É justamente esse aperto no cinto santista que já chamou a atenção de um clube lá na Europa, uma agremiação que costuma ter mesa farta, cardápio variado em qualquer grande data do ano. Mas… Qual é o clube? A julgar pela manchete do jornal catalão Sport, esse time atende pelo nome de Barcelona, o Barça!

Que o Barcelona adora jogador brasileiro, não é novidade. Que boa parte de seus principais ídolos fala português, também é de domínio público. Desde Evaristo de Macedo nos anos 50, passando por Roberto Dinamite nos anos 80, o Barça sempre teve o Brasil no radar, que naturalmente ficou mais ativo nos anos 90, com a chegada de Romário, Ronaldo, Rivaldo, até o desembarque de Ronaldinho Gaúcho nos anos 2000.

O jeito de jogar, a maneira como impõe seu ritmo diante do adversário dialogam de maneira clara e objetiva com o futebol pentacampeão. Mesmo nesta complicada entressafra em campos verde-amarelos, o Barcelona consegue garimpar um talento ali e outro acolá.

Agora, não é diferente. O diário catalão já deu a letra, na verdade, escreveu a frase toda. O Barcelona monitora o desempenho de Gabriel do Santos e de Malcom do Corinthians. Um acerto!

Um acerto, principalmente, tratando-se de Gabriel. Veloz, com boa colocação de área e muitas vezes atuando como se fosse um meia, Gabriel tem futuro não só no Santos, mas na Seleção Brasileira. É desses jogadores que têm o perfil do time da Catalunha.

Se vai ou não, é uma outra conversa. Até porque se for agora, Gabriel estará queimando etapas. Não está pronto. Falta-lhe ainda os “calos” do gramado e a visualização completa dos atalhos no campo para que seu futebol cresça e ele também cresça como atleta, não só como jogador.

Ao Santos, uma dura missão. A difícil tarefa de lidar com a natural ansiedade de um jovem jogador, que agora pode estar sendo observado mais de perto por um gigante da Europa.

Um filme que o Santos conhece muito bem. Passou outro dia ali em Urbano Caldeira e o ator principal também era um jovem craque, um tal de Neymar, que contracenou com esse mesmo Barcelona.

Um filme que deu ao Santos no fim o papel de coadjuvante. E esse é um papel que definitivamente não cai bem ao clube de Vila Belmiro. Portanto, há lições a serem tiradas do episódio Neymar, Santos!

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