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Bom Brasileirão!

Torcedor abraça o horário das 11 horas da manhã em um campeonato que apresenta, na média, bom nível técnico.

Maurício Capela

17 de agosto de 2015 | 14h55

O primeiro turno do Campeonato Brasileiro chegou ao fim neste fim de semana. E cá entre nós, o nível dos jogos melhorou por aqui. O futebol praticado no País parece dar sinais de que é hora de tirar o pé da lama e chutar para escanteio a catarse vivenciada na Copa do Mundo do ano passado.

Os “7 x 1” da Alemanha não atingiram apenas os que ali estavam no gramado do Estádio do Mineirão. Ou aqueles brasileiros que atuam no estrangeiro. A autoestima foi afetada de maneira generalizada no Brasil que um dia já foi chamado de “o país do futebol”.

Ainda que tenha sido por acaso e que arranque algumas caras feias de alguns, o horários das 11 horas da manhã caiu no gosto do torcedor. Isoladamente, esse horário já coloca o Campeonato Brasileiro com uma média de público semelhante ao que acontece nas grandes ligas europeias, como a da Espanha. Um marco! Um marco que demanda ajustes, mas que precisa ser intensificado.

Além disso, dentro das quatro linhas, pelo menos, um jogo por rodada ganha destaque pelo nível técnico ali exibido. Na última rodada, Palmeiras e Flamengo foram os protagonistas, mas na anterior Corinthians e Sport, além de Atlético Mineiro e Grêmio, roubaram a cena.

Agora, para deslanchar de vez, o Campeonato Brasileiro precisa estancar a sangria da janela europeia. Será preciso parar de vender jovens jogadores para qualquer liga e começar a desenhar uma estratégia em que os clubes sejam os protagonistas.

De fato, chegou a hora de vender o espetáculo e não mais o artista, ainda que seja clichê.

Mas a virada passa por uma mudança estrutural de calendário. A pré-temporada do início deste ano já ajudou, mas ainda não foi o ideal. O Campeonato Brasileiro pede e deve receber mais datas, e os clubes devem ganhar o mundo. Internacionalizar a marca, de vez.

Além disso, os clubes necessitam recuperar a capacidade de investimento. Olhar de maneira atenta suas finanças, evitar o “gastar mais do que pode” e intensificar as práticas de marketing esportivo.

O caminho, a julgar pelo primeiro turno, parece ter sido aberto. Agora, chegou o momento de aprofundá-lo. De vez! Porque somente com artista em campo a média de público das 11 horas da manhã será mantida e as demais serão elevadas. E isso acontecerá naturalmente!

A bola, portanto, está com os clubes. Talvez como nunca esteve. E não está só nos pés dos times da Série A. Está também nos da Série B e C. Os 60 maiores clubes desse país continental precisam sentar-se à mesa. Está na hora!

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