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Brasileirão 2016 vai começar sem favoritos

A sensação é de nivelamento, e por baixo, o que abre uma possibilidade real de clubes com menor orçamento aproveitarem a brecha e darem um salto na tabela de classificação, como o Atlético Paranaense.

Maurício Capela

10 de maio de 2016 | 15h04

Em aberto! Se a torcida de cada um dos 20 clubes tivesse força para balbuciar algo em direção à próxima edição do Campeonato Brasileiro, certamente usaria essa expressão e deixaria de lado os tradicionais gritos de incentivo, nem que fosse por um instante.

Às vésperas de a bola rolar na primeira divisão nacional, a sensação é geral: o Brasileirão vai começar sem que um clube se apresente como favorito.

Mesmo o Santos, campeão Paulista deste ano, não mostra força suficiente para levantar o dedo e sair na frente na disputa. O mesmo vale para o vencedor das Minas Gerais, o América, e do Rio Grande do Sul, o Internacional.

Além das questões financeiras, que se refletem na ausência de grandes contratações por todo o lado, por exemplo, há a nítida sensação que os clubes da Série A estão todos nivelados. E nivelados por baixo. Uma realidade, inclusive, bem diferente dos últimos três anos.

Portanto, o Brasileiro versão 2016 não coloca na dianteira dos palpites nenhum dos 12 maiores clubes do País. A saber: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio e Internacional.

Mas espera aí… Não está faltando ninguém nesta lista? Sim, claro que está! Falta o campeão do Rio de Janeiro, o Vasco, mas que neste ano vai ter que se contentar em disputar a segunda do Nacional, e provavelmente subir como campeão em 2017.

Só que essa é outra conversa… No que diz respeito à Série A,  há uma janela de oportunidade à frente. Para  times organizados do Nordeste e do Paraná, que poderão dar um salto na tabela de classificação logo de cara e sonhar com algo diferente no certame. Quer um exemplo? Atlético Paranaense.

Campeão do Estado do Paraná, o Furacão anda se aprumando na direção de um caneco há algum tempo. A base é boa, sempre revela, e os tarimbados que lá estão não costumam sofrer de ataques de estrelismo.

Além disso, o comando conhece do riscado. Paulo Autuori, o atual treinador, quando tem tempo para mostrar serviço, costuma fazê-lo.

Mas é claro que é difícil arriscar um palpite neste momento. No entanto, não é absurdo imaginar que o Atlético Paranaense, ao lado do Atlético Mineiro, do Corinthians e do Santos estejam um passo à frente em relação aos demais. Mas não é um grande passo! É um passinho, que em um campeonato nivelado deverá fazer toda a diferença.

 

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