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Careca, Ricardo Oliveira e o Brasil de Dunga

O ex-jogador Careca, auxiliar pontual de Dunga no jogo contra a Argentina, "substituiu" Ricardo Oliveira, que se exercitava na academia, no treino; talvez um recado subliminar de que Oliveira ganha cada vez mais a confiança do treinador.

Maurício Capela

11 de novembro de 2015 | 17h17

Foi brincadeira, sabemos! Mas não nos faria mal também se verdade fosse. Careca, ali, entre Neymar Júnior, Douglas Costa e Lucas Lima se encaixaria, melhor, seria perfeitamente encaixado.

O Careca de ontem já jogava como um autêntico contemporâneo “9” de hoje. Raramente ficava preso entre os zagueiros adversários, ziguezagueava com naturalidade à frente de marcadores nada implacáveis e era artilheiro.

O tempo, no entanto, não permite a Careca ali estar entre os titulares, mas aqui o tempo é um mero detalhe. E aqui Careca teria lugar.

Talvez a “troca” entre Careca e Ricardo Oliveira dê a Dunga um sopro de reflexão. Um pensamento em direção ao estilo de jogo adotado pelas principais seleções desde meados da década passada, a mobilidade.

Ricardo Oliveira, o atual postulante a atacante de referência é excelente. Ótimo! Artilheiro do Campeonato Brasileiro deste ano, Oliveira vem demonstrando excepcional movimentação. Pouco se prende à área, sai pelos lados e sempre se coloca como alternativa na hora da definição a gol.

Portanto, uma vez convocado, pouco importa se Oliveira estará no grupo em 2018 ou se manterá o atual faro de gol até lá e mesmo essa mobilidade demonstrada jogo a jogo no Brasileiro. Agora, pouco importa… Porque afinal de contas o agora é 2015 e não 2018.

Sendo assim, uma vez que a Careca as folhas do calendário já viraram uma a uma, a Oliveira essas mesmas folhas permanecem firmes em 2015. Em outras palavras, ao lado de Neymar Júnior, de Douglas Costas e de Lucas Lima, o lugar deveria ser ocupado por Oliveira, contemporâneo quanto à necessária movimentação que um artilheiro precisa ter e goleador.

Se vai dar certo ou errado, a ver, a conferir, mas já passou da hora de o Brasil dar vazão a esse potencial ofensivo que enseja ter. E nada melhor do que medir forças contra seu maior rival, a Argentina, ainda que esta esteja desfalcada de Lionel Messi, de Tevez e Aguero. Mas ainda assim é um Brasil e Argentina.

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