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Cláusula Petros

STJD absolveu o Corinthians na escalação do jogador Petros e clube paulista continua firme na briga por uma vaga no G-4.

Maurício Capela

27 de outubro de 2014 | 15h56

Universalizar a informação. Parece até lema de programa de governo, mas cada letrinha desse pensamento tem serventia no mundo do futebol brasileiro. Já não é de hoje e também de ontem que os clubes brasileiros andam se embanando cada vez mais com os registros de atletas, decisões do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), entre outros.

No Campeonato Brasileiro de 2013, a polêmica se instaurou após a escalação irregular de Héverton pela Portuguesa, o que deu ao Fluminense o direito de permanecer na primeira divisão da competição neste ano. Em 2014, o América Mineiro foi punido pela escalação irregular do jogador Eduardo e  o Icasa também vive dias de dúvida, após a exclusão da Série B feita pelo STJD, fruto de ter ido à Justiça Comum reivindicar a ascensão à Série A do Brasileiro.

Agora, quem se vê às voltas com o STJD é o Corinthians. Tudo porque o contrato de Petros teria sido registrado em um sábado, o que em tese impediria o jogador de estar em campo no dia seguinte, ou seja, no domingo. O adversário era o Coritiba, mas quem resolveu entrar de sola na questão foi a tradicional dupla rival do Rio Grande do Sul, Internacional e Grêmio. Motivo? G-4 e o sacro direito de sonhar até o fim da competição com a Copa Libertadores de América no ano que vem.

A Federação Paulista de Futebol já disse que foi a responsável pelo erro .E afirmou que o registro foi feito na sexta-feira.

O fato é que inacreditavelmente em tempos de dispositivos eletrônicos cada vez mais modernos, assinaturas digitais, e-mail, armazenamento em nuvem e blá blá blá, o futebol brasileiro não faça parte do universo 2.0. Ou seria 3.0? Não sei! Só sei que a tecnologia de informação está aí, disponível, pedindo para entrar em campo, mas sabe-se lá por quais motivos vive no banco de reservas.

O futebol brasileiro passou da hora de ter toda informação sobre jogos das séries A, B, C e D, além da Copa do Brasil e de todas as competições regionais devidamente informatizadas e conversando entre si. Não cabe mais qualquer dúvida!

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é financeiramente estável, ou seja, possui recursos para arcar com os talvez pesados investimentos em infraestrutura de redes, tecnologia e todo aparato necessário. A bem da verdade, inclusive, a hora de fazê-lo já passou.

Vivemos a era do futebol super profissional, com jogadores sendo tratados como celebridades, verbas vultosas de marketing, de televisão… Não é mais possível acenar positivamente com a cabeça a cada erro.

Ao cabo desta temporada, seria de extremo bom tom que a CBF implantasse medidas de tecnologia de informação, que poderiam ser muito bem fiscalizadas e orientadas pelo STJD. Um implementa, a procuradoria fiscaliza e outro julga, quando houver necessidade para tal.

Mas que a informação esteja universalizada para que não vivamos novamente um “Lusa Gate” ou um “Cláusula Petros”. Até porque não cabe mais no futebol brasileiro ou em um País que conheceu seu próximo presidente em horas, qualquer dúvida que tenha como base tecnologia de informação. Simplesmente, não cabe!

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