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Contagem regressiva…

Na era dos pontos corridos, o Corinthians, faltando dez rodadas para o fim do certame, é dono do segundo melhor índice de aproveitamento dos pontos disputados, além de ter a melhor defesa e o segundo melhor ataque da competição.

Maurício Capela

28 de setembro de 2015 | 14h38

Irretocável. Eis um ótimo adjetivo para classificar o desempenho do Corinthians no Campeonato Brasileiro deste ano. Faltando 10 rodadas para o fim, o clube tem sete pontos à frente do segundo colocado, o Atlético Mineiro, e nove do terceiro, o Grêmio.

Mas quando se olha mais de perto a maneira pela qual o time constrói seu desempenho na competição de 2015, há um indicador que destoa dos demais. Qual seja? O desempenho.

Com um índice de aproveitamento de 71,4% dos pontos disputados até agora, o Corinthians, na era dos pontos corridos, somente fica atrás do Cruzeiro de 2003, quando o clube de Minas Gerais faturou o certame com indicador de 72,5%. Só que tem um porém. Neste ano, que marcava o início desse sistema de disputa, o número de participantes era de 24 clubes e não 20 como agora.

Então, lancemos mão de outra edição… 2014, talvez. No ano passado, esse mesmo Cruzeiro faturou novo título, com um índice de aproveitamento de 70,2%. Ou seja, claramente o desempenho do Corinthians é um absurdo.

Mas o que emoldura a campanha do Timão no Brasileiro deste ano não é somente o desempenho. É a maneira pela qual a equipe foi reconstruída ao longo do campeonato nacional.

Mesmo perdendo peças importantes para o mercado internacional, jogadores por lesões e usando até com certa frequência garotos da base, o Corinthians vai se cristalizando como dono de mais um título ainda que o elenco não seja numeroso. Seja enxuto.

É justamente aí que aparece o trabalho do técnico Tite. Aparece porque é preciso saber quem pode ser aproveitado em posições diferentes daquelas originais sem que o padrão de jogo seja posto em xeque. E isso pertence ao dia a dia do treinador.

O resultado, portanto, é esse. A dez rodadas do fim, o clube, além de exibir um índice de aproveitamento relevante, ainda ostenta a melhor defesa desde a metade do primeiro turno e, hoje, detém o segundo melhor ataque da competição. De fato, tem sido uma campanha irretocável.

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