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Corinthians enfrenta elenco na luta pelo título simbólico do primeiro turno do Brasileiro

Com mais quatro jogos pela frente antes do fim da metade inicial, o Corinthians vai precisar extrair a máxima qualidade possível de um elenco enxuto; e esse é, de fato, o grande desafio de Fábio Carille à frente do clube.

Maurício Capela

21 de julho de 2017 | 16h42

O Corinthians, líder absoluto do campeonato brasileiro até aqui, deverá terminar o primeiro turno da competição à frente dos demais. Com seis pontos de vantagem em direção ao Grêmio, o segundo colocado do certame, e quatro jogos por fazer para completar as 19 partidas da primeira metade da competição, o Timão vai precisar de pelo menos mais meia dúzia de pontos para se manter firme na ponta.

A tarefa naturalmente está longe de ser fácil. A 16a. rodada do Brasileiro, a próxima, por exemplo, já reserva o Fluminense como adversário, no Rio de Janeiro. Depois, a vida continua dura, uma vez que o Corinthians vai receber o Flamengo, sair para pegar o Atlético Mineiro e encerrar o turno com o Sport em casa.

Muito embora os compromissos sejam difíceis, o grande adversário do Corinthians nesta reta final de primeiro turno tem nome. E responde pela palavra mágica de todo e qualquer campeonato de pontos corridos: elenco.

Mesmo sendo bem treinado por Fábio Carille, e ostentando a condição de defesa menos vazada, além de possuir um dos mais poderosos ataques da competição, o Corinthians ergue as sobrancelhas quando olha para o banco de reservas. E não é que as opções sejam ruins. O problema é que são poucas.

A dor de cabeça de Carille, por exemplo, já para esse compromisso com o Fluminense também tem nome. E responde por Jadson. Em virtude de uma lesão nas costas, o meia deverá ficar de fora por 30 dias, um mês, o que obviamente causa alguma apreensão.

Na ponta do lápis, portanto, Carille tem à mão duas opções para lidar com a ausência de Jadson: Marquinhos Gabriel ou Pedrinho. São as duas mais evidentes, mas cujo estilo de jogo de ambos acaba sendo bem diferente de Jadson, que além de cair pelo lado direito, ainda imprimia no Corinthians um ritmo de cadência de jogo.

Esse ritmo de cadência não pertence nem ao futebol de Marquinhos e tampouco ao de Pedrinho. São jogadores de explosão e com bom domínio de bola, capazes de num drible rápido colocar um companheiro em condições de marcar o gol.

Mas ao mesmo tempo que ostentam tais qualidades os mesmos podem não recompor na mesma intensidade que Jadson, que ali colocado na direita era motivo de preocupação para o sistema de defesa adversário. Sem contar os passes longos que resultavam, em boa medida, em viradas de jogo bastante produtivas.

Agora, com o fim da janela brasileira de transferência de jogadores do exterior, resta a Carille algumas alternativas. A saber: readequar o sistema de jogo, firmar um talento promissor da categoria de base (Pedrinho), apostar na recuperação técnica de um bom jogador (Marquinhos Gabriel) ou quem sabe bater à porta da série B para capturar algum talento por lá. Em outras palavras, encontrar soluções criativas no elenco passa a ser, de fato, o maior adversário do treinador do Corinthians na luta pelo título de campeão nacional em 2017.

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