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Coritiba, 30 anos de seu principal título nacional

Em uma noite de quarta-feira, o Maracanã, sob o olhar atento de mais de 91 mil pessoas, assistia o Coritiba vencer o Bangu nos pênaltis e faturar o maior título de sua história.

Maurício Capela

28 de julho de 2015 | 15h53

“O tempo passa rápido demais…”! Ainda que seja clichê, e clichês nunca passam desapercebidos, neste caso, há espaço para lá alguma licença poética. Até porque a própria próxima sexta-feira se encarregará de demonstrar o quão ligeiro tem sido o tique-taque dos ponteiros.

Ligeiro como Lela, o pai de Alecsandro e Richarlyson, mas que na época era adorado pela torcida coritibana. Ou como Marinho, um dos ídolos do Bangu.

Porque olhando cá do século XXI, essa final entre Coritiba e Bangu do Campeonato Brasileiro de 1985 parece algo tão improvável ao futebol de hoje… Ao futebol moderno, dos direitos televisivos nababescos, do marketing esportivo, do ingresso a mais de R$ 100, das arenas… Enfim, do esporte bretão do século XXI.

Quer mais um detalhe? Hoje, ou de 20 anos para cá, seria absolutamente impossível que uma final do Campeonato Brasileiro acontecesse no meio de semana. Sim, porque Coxa e Bangu entraram no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), em uma aprazível noite, para quem veste Verde e Branco, de quarta-feira.

Ou seja, a moldura realmente precisa ser de ouro, quando se decide colocar na parede o pôster do campeão brasileiro de 1985 e até do vice-campeão. Porque o momento foi, de fato, único!

Tão único que para desembarcar naquela quarta-feira no Maracanã, o Coritiba precisou ficar à frente do Corinthians em seu grupo e eliminar o Atlético Mineiro na semifinal. Já o Bangu teve que se classificar em primeiro, deixando Internacional e Vasco da Gama para trás. Além de passar por cima do Brasil de Pelotas, que a época chutou para escanteio o Flamengo na fase de grupo, na semifinal.

Em outras palavras, se havia alguma dúvida do tamanho do feito, hoje, 30 anos depois, falar em dúvida é cometer um ato de heresia. E não reconhecer que, ainda que não existisse diferença abissal de orçamento entre os diversos clubes do País como hoje, o simples fato de Coritiba e Bangu terem pisado naquele gramado é motivo de orgulho. Um orgulho ímpar!

Portanto, na sexta-feira, quando o tique-taque do ponteiro marcar por volta de onze da noite, você, torcedor do Coritiba, pode tirar da gaveta a sua camisa “retrô”. E relembrar com todo orgulho daquela histórica, ímpar e praticamente impossível de ser repetida final de Campeonato Brasileiro. A lembrança vai lhe fazer um bem danado!

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