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Cuca luta para dar um novo rumo ao Palmeiras

Dois jogos, duas derrotas e o time sob nova direção ainda exibe os mesmos erros e o mesmo comportamento do predecessor Marcelo Oliveira.

Maurício Capela

21 de março de 2016 | 16h17

Foram duas derrotas. Duas doloridas derrotas. O Palmeiras de Cuca, em nada, tem evoluído quando se faz a devida comparação com o Palmeiras de Marcelo Oliveira. E aqui não se trata de apontar o dedo e dizer que um é melhor que o outro. Não! Ambos são treinadores vencedores, ainda que Cuca ostente uma camada de verniz adicional.

Cuca, contudo, parece atordoado diante dos resultados palmeirenses. E mais. Parece inconformado com a apatia demonstrada em bons momentos dos jogos.

Mesmo tendo feito um punhado de contratações, chegou-se até quase quarenta, a recuperação palmeirense passa também por uma mudança de postura dos atletas, que já se faz há tempos necessária.

Além disso, há espaço para reflexão por parte de quem comanda os destinos do clube. O Palmeiras de hoje, mesmo 40 contratações depois, ainda tem poucas opções em posições nevrálgicas da equipe. A principal carência, claro, se cristaliza no setor de meio de campo. Por lá, com exceção dos homens de marcação, o time quase não tem opções quando o ponto de inflexão remete em direção ao sistema de criação. No meio ofensivo, o Palmeiras é só um time burocrático e nada mais. Nada mesmo!

Talvez resida aí o ponto de maior ajuste para esse Palmeiras de Cuca. Hoje, no futebol dito moderno, espera-se intensa participação de todos os jogadores, e nesse jogo de muita intensidade os homens de criação no meio de campo têm papel decisivo. A eles muitas vezes cabem o duro papel da recomposição e da pressão na saída de bola adversária, além da organização de jogo da equipe. E hoje no Palmeiras quase não se vê o desenvolvimento simultâneo e em bom nível dessa funcionalidade.

Cuca, acredita-se, já deve desconfiar que resida ali o ponto mais agudo do time. E mesmo sendo talvez o mais intricado, certamente não é o único.

Ao Palmeiras, portanto, não vale a máxima da quantidade. Do quanto mais, melhor. Ao Palmeiras, fatalmente, demandar-se-á que a assertividade entre em campo, e de preferência já. Mesmo porque apenas quatro jogos separam o time de sua decisão na Copa Libertadores de América. E são quatro jogos do Campeonato Paulista, ótimo para apontar o dedo em direção aos erros e aplausos para os acertos.

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