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De janela bem fechada!

Encerrou-se nesta quarta-feira a possiblidade de os clubes do País contratarem jogadores brasileiros ou não junto a times do exterior e o desempenho foi bem modesto!

Maurício Capela

22 de julho de 2015 | 14h58

Acabou! Acabou a janela de transferências do futebol brasileiro. Desde 00:01 desta quarta-feira, quem contratou gente de fora, contratou; quem não contratou, agora, somente em 2016.

Na janela deste ano, os clubes brasileiros estiveram longe de fazer lá grande investimento. Além do pesado endividamento, contribuiu para um posicionamento mais defensivo o instável cenário econômico do País.

Portanto, talvez, com exceção de Lucas Barrios, um presente do atual patrocinador do Palmeiras ao clube, ninguém mais se arriscou a trazer algum estrangeiro peso pesado para cá. Ou mesmo repatriar algum grande jogador brasileiro que lá fora estivesse.

A partir de agora, então, o jeito é administrar o que tem e ficar de olho no movimento dos clubes da Europa, cuja janela funcionará a todo vapor até 31 de agosto próximo. Ou seja, há um bom tempo ainda pela frente.

Então, se nenhum clube nacional perder alguma peça central, a atual classificação do Brasileiro já serve de parâmetro para muita coisa. Primeiro, que os atuais sete primeiros colocados (Atlético Mineiro, Corinthians, Fluminense, Sport, Grêmio, Palmeiras e São Paulo) vão brigar pelo título. E depois que, da Ponte Preta para baixo, a vida vai ficar dura nos próximos meses, caso o desejo de ficar na Série A seja, de fato, um objetivo.

Além disso, olhando bem de perto esses sete primeiros colocados, não seria exagero apontar que já existem quatro equipes com cara de caneco. A saber: Atlético Mineiro, Corinthians, Fluminense e Palmeiras. O Sport também tem essa carinha, esse jeito, mas depende de um funcionamento quase perfeito de suas peças de jogo e de seu treinador.

Diferente, por exemplo, do Fluminense, cuja questão central passa pela recepção de Ronaldinho Gaúcho por parte do grupo. Já no Atlético Mineiro, a questão é outra, a questão é manter o foco e não perder pontos passíveis de serem ganhos.

No Corinthians, a história se parece um pouco com a do Sport. O clube paulista vai precisar contar com a sorte para não perder jogadores centrais ao longo da competição, porque se perder, não há reposição. E no Palmeiras, onde há elenco e treinador renomado, o ponto é: recuperar o tempo perdido. Algo nada fácil em campeonatos brasileiros.

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